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Senado já tem número mínimo de assinaturas para instalar CPI do MEC, diz Randolfe Rodrigues

Líder da oposição afirmou que pretende ampliar o número de assinaturas para requerer a abertura da comissão que investigará a pasta federal

23 jun 2022 19h48
| atualizado às 20h05
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Senador Randolfe consegue assinaturas para instalar CPI do MEC
Senador Randolfe consegue assinaturas para instalar CPI do MEC
Foto: Poder360

O Senado Federal já tem as 27 assinaturas necessárias para instalar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os escândalos envolvendo o Ministério da Educação. Na quarta-feira, 22, o ex-ministro Milton Ribeiro e pastores ligados ao presidente Jair Bolsonaro foram presos pela Polícia Federal no âmbito da investigação que apura tráfico de influência na pasta. Todos foram soltos nesta quinta, 23.

O anúncio do quórum mínimo para a CPI foi feito pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), líder da oposição na Casa. Em entrevista coletiva nesta quinta, Randolfe disse que deve aguardar até a próxima terça, 28, para protocolar o pedido da CPI. A ideia é chegar a 30 assinaturas, para que não haja risco de derrubada do requerimento.

"Tenho certeza que nenhum dos colegas que subscrevem esse requerimento irá retirar a assinatura. Já temos essa segurança. Nós queremos dar a possibilidade para os demais colegas, que estão interessados e já manifestaram a intenção de assinar, buscarem nas próximas 48 horas, no final de semana, ou até terça-feira, subscreverem o requerimento", acrescentou.

Uma vez apresentado o requerimento, caberá ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), autorizar o funcionamento da comissão. Se isso, de fato, acontecer, Randolfe Rodrigues explica que os trabalhos do grupo só devem começar a partir de agosto. O motivo é o recesso parlamentar, que tem início previsto para 15 de julho. 

Outra preocupação para a instalação da CPI do MEC é o calendário eleitoral, visto que em agosto já começam as convenções e os preparativos para as eleições gerais de 2022. Na avaliação de Randolfe, a comissão pode cumprir seu papel, sem necessidade de prorrogação, dentro de 60 dias. 

"Os fatos estão aí. Basta pedir para o delegado da Polícia Federal que conduziu as ações de agora assessorar o trabalho da CPI. Basta juntar isso informações que já são de posse da Polícia Federal e do Ministério Público", acrescentou.

A confiança do senador consiste nos fatos revelados por uma reportagem de O Estado de S.Paulo em março, segundo a qual o Ministério da Educação beneficiava cidades representadas por pastores ligados ao presidente Jair Bolsonaro. Um áudio revelado pela Folha de S.Paulo dias depois mostrava o então ministro Milton Ribeiro afirmando que toda a prática era autorizada pelo presidente.

"Há alguma dúvida que houve algum esquema tenebroso de tráfico de influência no âmbito do Ministério da Educação? Há alguma dúvida que se instaurou uma quadrilha no Ministério da Educação, que atuava em duas frentes? Uma frente já perceptível, clara, que é objeto da última operação da Polícia Federal, que extorquia prefeitos, gestores municipais, que atuava escandalosamente. Uma outra, que atuava no âmbito do FNDE, com esses escândalos que já vimos aí serem noticiados, a circunstância de kit de robótica em cidades que nem internet tinha; as circunstâncias de distribuição de recursos para municípios que não estavam habilitados; e tantos outros dessa natureza", lembrou Randolfe.

Fonte: Redação Terra
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