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Quem é o jogador do América-MG preso durante partida após ofensa racista contra adversário?

5 mai 2025 - 12h29
(atualizado às 12h50)
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Na noite do último domingo, um episódio lamentável marcou a partida entre América Futebol Clube (América-MG) e Operário Ferroviário Esporte Clube, válida pela 6ª rodada do Campeonato Brasileiro Série B. O jogador Miguel Terceros, conhecido como Miguelito, foi preso em flagrante sob a acusação de injúria racial. O incidente ocorreu no Estádio Germano Kruger, em Ponta Grossa, Paraná.

O jogador Miguel Terceros, conhecido como Miguelito, foi preso em flagrante sob a acusação de injúria racial
O jogador Miguel Terceros, conhecido como Miguelito, foi preso em flagrante sob a acusação de injúria racial
Foto: Mourão Panda / América / Perfil Brasil

De acordo com a Polícia Civil do Paraná, Miguelito teria proferido ofensas racistas contra o jogador Allano, do Operário, durante uma disputa de bola. A expressão utilizada teria sido confirmada pela vítima e por Jacy, capitão da equipe paranaense. Embora a transmissão oficial não tenha captado o momento, os relatos foram considerados suficientes para a prisão em flagrante.

Como as autoridades estão lidando com o caso?

O delegado Gabriel Munhoz, responsável pelo caso, afirmou que o inquérito será concluído em breve. A polícia está buscando imagens de outros ângulos que possam corroborar os relatos dos jogadores. O árbitro da partida, Alisson Sidnei Furtado, aplicou o protocolo antirracismo da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), interrompendo o jogo por cerca de 15 minutos.

Após o término da partida, Miguelito, Allano e Jacy foram levados à delegacia para prestar depoimentos. Miguelito foi autuado pelo crime de injúria racial, que pode resultar em uma pena de até cinco anos de prisão. Ele permanece detido e será apresentado em audiência de custódia.

Qual é a Posição dos Clubes Envolvidos?

O América-MG, clube de Miguelito, emitiu uma nota oficial expressando solidariedade ao jogador e negando as acusações de racismo. A nota destaca que, após uma investigação interna, não foram encontradas evidências de comportamento discriminatório por parte do atleta. O clube defende a integridade e o profissionalismo de Miguelito.

Por outro lado, o Operário Ferroviário Esporte Clube repudiou veementemente qualquer ato de racismo. Em comunicado, o clube afirmou que está buscando provas que confirmem os fatos e prometeu tomar todas as medidas cabíveis. O Operário também reforçou seu compromisso com a luta contra o racismo, oferecendo apoio ao jogador Allano.

Quais são as próximas etapas da investigação?

A investigação continua em andamento, com a polícia e os clubes envolvidos buscando imagens e depoimentos adicionais que possam esclarecer o ocorrido. A expectativa é que o inquérito seja finalizado nos próximos dias, com a possibilidade de novas evidências surgirem.

O caso de Miguelito destaca a importância de protocolos claros e eficazes para lidar com incidentes de racismo no esporte. A CBF e os clubes brasileiros têm trabalhado para implementar medidas que garantam um ambiente seguro e respeitoso para todos os atletas.

Como o futebol brasileiro está combatendo o racismo?

O futebol brasileiro tem adotado diversas iniciativas para combater o racismo, tanto dentro quanto fora de campo. A implementação de protocolos antirracismo, como o aplicado pelo árbitro Alisson Sidnei Furtado, é um exemplo de como o esporte está se mobilizando para enfrentar essa questão.

Além disso, campanhas de conscientização e educação são promovidas por clubes e federações para sensibilizar jogadores, torcedores e a sociedade em geral sobre a importância do respeito e da igualdade. O caso de Miguelito serve como um lembrete da necessidade contínua de vigilância e ação contra a discriminação racial no esporte.

Perfil Brasil
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