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Quem é Monique Medeiros, demitida pela Prefeitura do Rio cinco anos após a morte de seu filho Henry Borel

A decisão assinada pelo prefeito Eduardo Cavaliere oficializa o desligamento da rede municipal de ensino dois dias após a ré deixar a prisão

25 mar 2026 - 14h09
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A Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro formalizou nesta data a demissão de Monique Medeiros de seu cargo na rede pública de ensino. A decisão foi publicada no Diário Oficial do município e encerra o vínculo da professora de educação básica que atuava na prefeitura desde 2010. O ato administrativo foi assinado pelo prefeito Eduardo Cavaliere e ocorre em um momento de reviravolta no processo judicial que envolve a morte do menino Henry Borel. A demissão é um desdobramento direto da situação funcional da servidora diante dos graves fatos apurados pela justiça fluminense nos últimos anos.

Foto de Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, ao ingressar no sistema penitenciário
Foto de Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, ao ingressar no sistema penitenciário
Foto: Reprodução / Perfil Brasil

Demissão oficializada pelo prefeito Eduardo Cavaliere

O desligamento definitivo da professora aconteceu apenas dois dias após ela ganhar o direito de responder ao processo em liberdade. Monique estava detida desde 2025 e sua saída da prisão foi viabilizada por uma decisão da juíza Elizabeth Machado Louro. Ao analisar o pedido da defesa, a magistrada destacou que a manutenção da prisão preventiva naquele estágio não se sustentava mais legalmente. "Entendo que, diante de tal quadro processual, a custódia da ré já agora figura-se manifestamente ilegal, por excesso claramente despropositado de prazo na prisão", afirmou a juíza em sua fundamentação para o relaxamento da detenção.

Entenda o processo sobre a morte de Henry Borel

Monique e seu ex-companheiro, o ex-vereador Jairo Souza Santos Junior, conhecido como Jairinho, respondem por crimes gravíssimos no tribunal. Eles são réus por homicídio triplamente qualificado, tortura e coação no caso que vitimou a criança de apenas 4 anos em 2021. De acordo com as investigações da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro, o menino apresentava sinais evidentes de agressão quando chegou ao hospital. Na ocasião, o casal alegou que a criança teria sofrido um acidente doméstico, mas os laudos periciais desmentiram essa versão inicial apresentada aos médicos na Barra da Tijuca.

Detalhes técnicos e o novo cronograma do júri

Os exames realizados pelo Instituto Médico-Legal apontaram que Henry sofreu 23 lesões por ação violenta, incluindo hemorragia interna e laceração hepática. Além disso, uma reprodução simulada em modelagem 3D concluiu que os traumas eram incompatíveis com uma queda acidental. O julgamento do caso, que gera grande expectativa social, sofreu adiamentos recentes após a defesa de Jairinho abandonar o júri alegando falta de acesso a provas. Embora uma data inicial tenha sido ventilada para junho, o Tribunal de Justiça informou que a nova sessão deve ocorrer no dia 25 de maio. Até fevereiro deste ano, Monique ainda constava na folha de pagamento com salário líquido de R$ 2.887.

Perfil Brasil
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