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Papa Leão XIV recebe elogios por encíclica sobre inteligência artificial

Pontífice lançou primeiro documento aprofundado de seu pontificado

26 mai 2026 - 10h30
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O papa Leão XIV recebeu diversos elogios após publicar a primeira encíclica de seu pontificado, intitulada Magnificat Humanitas, e abordar os desafios éticos e sociais da inteligência artificial (IA), além de alertar para a concentração de poder tecnológico e a necessidade de regras globais mais rígidas para o setor.

    Em editorial publicado nesta terça-feira (26), o jornal francês Le Monde descreveu as advertências do pontífice como "ainda mais contundentes e necessárias", destacando que elas se dirigem ao mundo inteiro em um momento em que o debate político sobre os impactos da IA estaria se tornando "escasso" e "abafado por discursos contraditórios de seus promotores".

    A publicação também observou que o fato de uma autoridade religiosa precisar reforçar princípios humanitários básicos levanta preocupações sobre o estado atual das democracias.

    "Não é tranquilizador", afirmou o editorial, ao comentar a relevância crescente do posicionamento do Vaticano no debate tecnológico global.

    A União Europeia também manifestou apoio às ideias centrais da encíclica. O porta-voz da Comissão Europeia, Thomas Regnier, declarou que o bloco "compartilha plenamente a visão de Sua Santidade o Papa Leão XIV" sobre a necessidade de um quadro jurídico "eficaz e robusto" para a inteligência artificial.

    Segundo Regnier, a Europa já dispõe de instrumentos regulatórios consolidados, como legislações sobre serviços digitais, mercados digitais e proteção de dados.

    Ele destacou ainda que sistemas de IA que possam expor mulheres a riscos online ou facilitar a criação de pornografia infantil "não têm lugar na União Europeia".

    Em sua encíclica "Magnificat Humanitas", Leão XIV enfatiza a urgência de regras justas e mecanismos de proteção diante do avanço acelerado da IA, especialmente em um contexto no qual o conhecimento e a tecnologia estariam concentrados nas mãos de poucos atores globais.

    Por fim, o porta-voz da Comissão Europeia reforçou que o arcabouço regulatório europeu se aplica a todas as empresas e modelos de inteligência artificial que operam no continente, incluindo grandes empresas de tecnologia, independentemente de sua origem.

    "Quanto às gigantes da tecnologia, nosso quadro jurídico não se aplica apenas a algumas delas, mas a todos os modelos e empresas que operam com IA na Europa", concluiu Regnier. .

Ansa - Brasil
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