Quatro acusados pela morte de cabeleireira vão a júri nesta quinta-feira em Tramandaí
Dois homens apontados como executores do assassinato de 2018 já foram julgados e condenados
O Tribunal do Júri de Tramandaí julga, nesta quinta e sexta-feira, quatro acusados de planejar e intermediar o assassinato da cabeleireira Návia Regina Christan, morta a tiros em seu salão em 2018. O crime, motivado por desavenças familiares e financeiras, ocorreu um ano após a vítima sobreviver a um primeiro atentado, pelo qual três dos réus atuais já foram condenados. Os executores do homicídio já foram sentenciados, e os mandantes respondem por homicídio qualificado.
O Tribunal do Júri de Tramandaí inicia nesta quinta-feira (24) o julgamento de quatro acusados de participação na morte da cabeleireira Návia Regina Christan, de 46 anos. Ela foi assassinada a tiros em 5 de novembro de 2018, dentro do próprio salão de beleza, pouco mais de um ano após sobreviver a uma tentativa de homicídio. A sessão começa às 9h e tem previsão de durar dois dias, com continuidade na sexta-feira (25).
Segundo o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), os quatro réus participaram do planejamento e da intermediação da contratação dos executores do assassinato. Conforme a denúncia, um homem entrou no salão se passando por cliente e atirou contra Návia. Os acusados respondem por homicídio qualificado e, de acordo com a participação atribuída a cada um, o MPRS sustenta as qualificadoras de motivo fútil, promessa de recompensa e recurso que dificultou a defesa da vítima. A acusação afirma que o crime teve origem em conflitos familiares e na suspeita de que Návia estaria causando prejuízos financeiros a um familiar dos envolvidos.
O caso começou em 26 de outubro de 2017, quando Návia foi baleada dentro de casa durante uma tentativa de homicídio. Ela sobreviveu, mas ficou com sequelas permanentes, incluindo a perda da visão de um dos olhos. As investigações identificaram envolvidos na organização e execução do primeiro atentado, posteriormente condenados pelo Tribunal do Júri. Dos quatro acusados que serão julgados agora, três também foram condenados no processo relacionado à tentativa de homicídio. Dois homens apontados como executores do assassinato de 2018 já foram julgados e condenados.
Inicialmente previsto para julho, o julgamento foi remarcado para os dias 24 e 25 de setembro após as defesas de dois acusados pedirem o desmembramento do processo, alegando a impossibilidade de atuação do advogado constituído por motivos de saúde. A Justiça negou o pedido e entendeu que as condutas atribuídas aos réus estão relacionadas e devem ser analisadas conjuntamente pelos jurados. O julgamento terá atuação dos promotores de Justiça André Tarouco, de Tramandaí, e Aline Baldissera, designada pelo Núcleo de Apoio ao Júri (NAJ) do MPRS.
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