Putin e Trump se encontram no Alasca pela 1ª vez desde início da guerra na Ucrânia
Donald Trump e Vladimir Putin se encontrarão nesta sexta-feira (15), pela primeira vez desde 2022, em uma base militar no Alasca. O encontro está marcado para as 16h, no horário de Brasília, e ocorrerá sem a presença do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.
"Será como uma partida de xadrez", disse o presidente dos Estados Unidos. Embora os dois líderes tenham trocado críticas nos últimos meses, ambos sinalizaram estar dispostos a buscar um entendimento.
A ausência de Zelensky foi explicada pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, que afirmou ter sido de Putin a proposta de um encontro a sós com Trump. Segundo ela, a decisão não representa um afastamento dos EUA em relação a Kiev.
O que está em jogo na reunião?
O líder russo disse acreditar que a conversa pode "selar a paz mundial", mas condicionou o avanço a um acordo para limitar o uso de armas estratégicas, inclusive nucleares. A fala indica que Moscou pode usar o cessar-fogo como moeda de troca.
Será também o primeiro encontro direto entre os dois desde 2018, quando discutiram acusações de interferência russa nas eleições norte-americanas. Na ocasião, Putin convenceu Trump de sua versão, contrariando informações da CIA.
Desta vez, analistas apontam que um Trump mais experiente e com postura mais dura poderá enfrentar o homólogo russo de forma diferente. Ainda assim, o próprio presidente norte-americano calculou em 25% as chances de o encontro "terminar mal" e já cogita uma segunda reunião, possivelmente com a presença de Zelensky.
A disputa territorial será o ponto central das negociações. De acordo com o Instituto para o Estado da Guerra (ISW), a Rússia controla cerca de 20% da Ucrânia. Nenhum dos lados dá sinais de que pretende abrir mão dessas áreas.
No início do ano, Trump sugeriu que Kiev poderia ceder parte do território como solução para encerrar o conflito, mas voltou atrás. Nesta semana, Zelensky reafirmou que não aceitará perder as regiões ocupadas. Mesmo excluído do encontro no Alasca, o líder ucraniano conversou com líderes europeus e telefonou para Trump, obtendo a promessa de que nenhum acordo será fechado sem o aval de Kiev.