MotoGP e SuperBike ganham nova regra; entenda a mudança
A temporada 2026 está quase começando e a Federação Internacional de Motociclismo (FIM) anunciou uma mudança de regulamento que deve impactar a MotoGP e o Mundial de SuperBike. Segundo as novas diretrizes, os pilotos não podem mais religar as motos após quedas nas pistas ou na área de escape, apenas atrás das barreiras de proteção.
Até o fim de 2025, os competidores tinham autorização para recolocar a moto em funcionamento na área de escape em casos de acidente. No entanto, a ação causava situações de risco, já que pilotos e fiscais se mantinham expostos por mais tempo do que o necessário com a pista viva.
Em busca de aumentar a segurança dos participantes e fiscais, a FIM tomou a decisão de vetar a tentativa de religar as motos na área de escape. A partir de agora, ela poderá acontecer apenas nas vias de serviço, localizadas atrás das barreiras de proteção. Caso a moto volte a funcionar, o piloto tem permissão para retornar à pista.
Como isso afeta o Mundial de SuperBike?
No caso do Mundial de SuperBike, uma das principais categorias do esporte, as regras serão um pouco diferentes. Durante treinos em sessões Superpole, os pilotos terão de retornar aos pits antes de voltar à pista, já que o regulamento impede que uma nova volta seja iniciada após queda em atividades que não sejam corrida. Nas competições, eles podem voltar a parar nos boxes.
Caso o motor não apague na queda, o piloto pode voltar para a pista, desde que não receba instruções contrárias do fiscal de pista, que pode considerar que a moto sofreu danos incompatíveis com a sequência na atividade.
A mudança no regulamento é resultado direto das decisões tomadas durante os encontros da Comissão de GP e da Comissão de Superbike em novembro do ano passado. O novo regulamento foi comunicado por meio de uma carta assinada por Paul Duparc, diretor-esportivo da Comissão de Circuitos, e endereçada a todos os diretores de prova, federações nacionais, promotores de corrida, integrantes da Associação Nacional das Equipes de Corrida (IRTA ) e membros da CCR.
"Depois de uma queda ou de um problema técnico, uma moto que não esteja funcionando na pista ou em áreas de escape deve ser imediatamente levada pelos fiscais para trás da primeira linha de proteção", disse a carta. "As máquinas não devem ser religadas na pista ou em áreas de escape. Elas devem ser removidas as vias de serviço (ou a um local seguro e protegido no caso da ausência de uma via de serviço), onde assistência para a partida pode ser fornecida."
O texto também esclarece que apenas pilotos podem fazer "reparos ou ajustes" na moto após a queda, barrando ajuda externa. A entidade ressalta que a mudança tem a finalidade de "garantir a consistência, melhorar a segurança de fiscais e pilotos e a clareza no manejo e na recuperação das máquinas". Mas, reconhece que "essa regra pode apresentar alguns desafios inicialmente, mas a razão principal é minimizar a exposição dos fiscais ao perigo".
A nova regra é válida para todos os campeonatos realizados em circuitos sancionados pela FIM.
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