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Programados para discar: robôs fazem 10 bilhões de ligações por mês

28 abr 2025 - 10h02
(atualizado às 13h06)
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As chamadas automáticas, conhecidas como robocalls, têm se tornado uma presença constante e incômoda na vida dos brasileiros. Essas ligações, realizadas por sistemas computadorizados, duram apenas alguns segundos antes de serem encerradas. De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), essas são classificadas como "ligações de curta duração". Estima-se que mensalmente, cerca de 20 bilhões de chamadas sejam feitas no Brasil, sendo metade delas originadas por robôs.

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Foto: se que mensalmente, cerca de 20 bilhões de chamadas sejam feitas no Brasil, sendo metade delas originadas por robôs - Canva Fotos / Perfil Brasil

O uso de robocalls é uma estratégia para verificar a atividade de linhas telefônicas, funcionando como uma espécie de "prova de vida". Quando atendidas, essas chamadas indicam que o número está ativo, tornando o proprietário um potencial cliente. Essa prática, no entanto, levanta preocupações sobre a privacidade e o uso não autorizado de dados pessoais.

Como funcionam as ligações de robôs?

As robocalls utilizam a internet em vez das redes de telefonia convencionais para realizar chamadas em massa. Empresas de telemarketing frequentemente adquirem listas de contatos para alimentar seus sistemas automatizados. Esses sistemas são capazes de alterar o código de área (DDD) exibido no visor do destinatário, criando a ilusão de que a chamada é local, o que é uma prática ilegal.

Além disso, as robocalls são frequentemente usadas por quadrilhas para aplicar golpes. Mensagens gravadas, muitas vezes criadas com inteligência artificial, são disparadas para enganar as vítimas, levando-as a fornecer informações pessoais ou financeiras.

Quais são os efeitos das robocalls na sociedade?

O aumento das robocalls tem levado muitos brasileiros a evitar atender chamadas de números desconhecidos. Isso, por sua vez, pode resultar em consequências indesejadas, como a perda de oportunidades importantes. Por exemplo, há relatos de pacientes que perderam a chance de receber um transplante de órgão por não atenderem ligações da central de transplantes.

O problema também afeta o mercado de trabalho, onde candidatos podem perder oportunidades de emprego por não atenderem chamadas de recrutadores. A situação é agravada pela incapacidade de bloquear efetivamente esses números, já que muitos são gerados aleatoriamente.

Como combater as robocalls?

A Anatel tem trabalhado para reduzir o número de chamadas abusivas de robôs. Desde 2022, medidas como a implementação da "origem verificada" têm sido adotadas. Essa tecnologia permite que o nome e o logotipo da empresa, bem como o motivo da ligação, sejam exibidos no celular do destinatário, ajudando a distinguir chamadas legítimas de fraudes.

Especialistas recomendam que os consumidores evitem interagir com chamadas suspeitas e bloqueiem números indesejados. Além disso, é importante denunciar práticas abusivas às autoridades competentes para que medidas legais possam ser tomadas contra os responsáveis.

Embora as robocalls representem um desafio significativo, iniciativas para combatê-las estão em andamento. A conscientização dos consumidores e a implementação de tecnologias avançadas são passos cruciais para mitigar o impacto dessas chamadas indesejadas. Com o tempo, espera-se que a combinação de regulamentações mais rígidas e soluções tecnológicas eficazes reduza a frequência e a eficácia das robocalls no Brasil.

Perfil Brasil
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