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Produção de caminhões cai 17,2% no quadrimestre mesmo após incentivo do Move Brasil

Dados da Anfavea mostram retração nos caminhões e crescimento da produção de ônibus entre janeiro e abril

21 mai 2026 - 12h22
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A indústria brasileira de veículos pesados encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 em ritmos opostos entre caminhões e ônibus. Enquanto a produção de caminhões acumulou queda de 17,2% entre janeiro e abril, a fabricação de ônibus avançou 5,9% no mesmo período, segundo dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Foram produzidos 35.411 caminhões nos quatro primeiros meses do ano, contra 42.751 no mesmo intervalo de 2025. Apenas em abril, saíram das linhas de montagem 9.672 unidades, retração de 13,1% frente a março e de 12,2% na comparação anual.

O desempenho acompanha a desaceleração do mercado de caminhões em 2026. Os emplacamentos do segmento somaram 30.700 unidades no quadrimestre, queda de 17,2% sobre o mesmo período do ano passado. Em abril, o mercado ficou praticamente estável frente a março, com 8.802 licenciamentos.

Volkswagen Caminhões e Ônibus liderou o mercado de caminhões no acumulado do ano, com 8.155 unidades emplacadas entre janeiro e abril. Na sequência aparecem Mercedes-Benz, com 7.771, e Volvo, com 5.605.

Outro dado que evidencia o perfil ainda tradicional do transporte rodoviário brasileiro é a predominância do diesel. Em abril, 99,3% dos caminhões e ônibus emplacados utilizavam esse combustível. Os modelos elétricos representaram apenas 0,5% do total, enquanto os veículos a gás responderam por 0,2%.

A Mercedes-Benz liderou o mercado de ônibus no quadrimestre, com 2.683 unidades emplacadas, seguida pela Volkswagen Caminhões e Ônibus, com 1.787, e Agrale, com 747.

As exportações também perderam ritmo nos dois segmentos. Os embarques de caminhões caíram 14% no acumulado do ano, enquanto os ônibus registraram retração ainda maior, de 31,1%.

Move Brasil 2 mira retomada dos pesados

A expectativa do setor agora está voltada para o Move Brasil 2, anunciado pelo governo federal com R$ 21,2 bilhões destinados ao financiamento de caminhões, ônibus e implementos rodoviários.

A nova etapa do programa deve priorizar caminhoneiros autônomos e renovação de frota, além de estimular a compra de veículos mais modernos e eficientes. "Esperamos eliminar esse gap e voltar aos volumes normais de emplacamento com o Move Brasil 2", explicou Igor Calvet, presidente da Anfavea.

A avaliação do setor é que a combinação entre crédito direcionado, renovação de frota e redução do custo financeiro será decisiva para sustentar uma recuperação mais consistente da indústria de pesados ao longo do segundo semestre.

Estadão
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