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Processo de Kimberley autoriza venda de diamantes do Zimbábue

2 nov 2011 - 15h57
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O Processo de Kimberley (KP), organismo patrocinado pela ONU para impedir o comércio dos chamados "diamantes de sangue", confirmou sua autorização à exportação das pedras preciosas das polêmicas minas do Zimbábue.

Segundo informou nesta quarta-feira o site do jornal "The Herald", esse órgão regulador conseguiu o acordo na terça-feira durante sua reunião plenária realizada em Kinshasa.

Assim, as duas principais empresas de mineração que operam nas jazidas de Marange (leste do Zimbábue), Mbada Diamonds e Marange Resources, poderão exportar diamantes. A empresa Anjin, uma joint venture de um investidor chinês e do Exército zimbabuano, também poderá vender seus diamantes.

A decisão é polêmica. Em 2008, Marange foi o palco de uma dura repressão militar contra os mineiros que realizavam atividades ilegais, causando a morte de pelo menos 200 civis, segundo a organização Human Rights Watch (HRW).

O KP liberou as exportações em junho de forma provisória, mas essa decisão foi agora ratificada ao conseguir o apoio dos países ocidentais, como Canadá, Noruega e Austrália, assim como da União Europeia (UE), que a princípio não estava satisfeita com essa postura.

O acordo ressalta que as minas deverão facilitar o acesso aos supervisores do KP, que pretendem verificar o cumprimento dos "requisitos mínimos".

Segundo o "Herald", as empresas Mbada Diamonds, Marange Resources e Anjin produzirão por ano diamantes no valor de US$ 3 bilhões.

As cinco companhias que operam nos campos de Marange mantêm vínculos com colaboradores do presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, que governou o país sozinho de forma autoritária desde que a nação ganhou independência do Reino Unido, em 1980, até a coalizão política com o Movimento por Mudança Democrática (MDC) em fevereiro 2009.

O chamado Sistema de Certidão do Processo de Kimberley (KPCS) integra 70 países produtores e grandes companhias comercializadoras de diamantes a fim de certificar que as pedras preciosas no mercado internacional não procedam nem sejam utilizadas para financiar guerras, rebeliões ou ações violentas.

EFE   
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