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Por que interromper o tratamento dermatológico no inverno pode ser um erro grave

Menor exposição da pele dá falsa sensação de melhora, mas abandono das prescrições compromete resultados e agrava doenças crônicas

27 jul 2026 - 08h49
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Durante o inverno, a menor exposição da pele e a aparente redução de alguns sintomas podem levar pacientes a interromper tratamentos dermatológicos por conta própria. A Sociedade Brasileira de Dermatologia - Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS) alerta que essa decisão pode provocar recaídas, intensificar crises e comprometer os resultados já alcançados, especialmente entre pessoas com doenças inflamatórias crônicas, como dermatite atópica e psoríase.

Foto: Magnific/Ilustrativa / Porto Alegre 24 horas

Segundo a dermatologista especialista da SBD-RS, Dra. Clarissa Prati, muitos pacientes retomam os cuidados somente quando surgem coceira, dor, descamação ou novas lesões.

"Interromper o tratamento no inverno é um erro bastante comum. Como a pele fica menos exposta, o paciente pode acompanhar menos a evolução das lesões e acaba utilizando os medicamentos somente quando a doença entra em crise. O correto é manter o tratamento para que a doença permaneça controlada", explica.

A dermatite atópica e a psoríase são doenças crônicas e exigem acompanhamento contínuo. Embora possam apresentar períodos de melhora, isso não significa que estejam curadas. A suspensão inadequada dos medicamentos pode reativar o processo inflamatório, prolongar os sintomas e favorecer a progressão do quadro.

O tratamento deve ser definido individualmente pelo médico dermatologista, conforme o tipo e a gravidade da doença. As opções podem incluir medicamentos tópicos, aplicados diretamente na pele, ou tratamentos sistêmicos, como imunossupressores, imunomoduladores e imunobiológicos.

"A mudança fundamental na rotina é compreender que tratar somente a crise não significa tratar a doença. O paciente precisa ter um plano adequado tanto para o controle dos períodos de piora quanto para a manutenção, evitando que a inflamação volte a ficar ativa", reforça a médica.

Além de seguir corretamente as prescrições, é importante manter os cuidados domiciliares recomendados e conversar com o médico antes de modificar doses, reduzir a frequência de uso ou suspender medicamentos e procedimentos. Mesmo nos períodos sem sintomas aparentes, as consultas de acompanhamento ajudam a avaliar a resposta ao tratamento e a realizar ajustes com segurança.

Em casos de suspeita ou alteração na pele, procure um médico dermatologista. Os profissionais habilitados podem ser conferidos no site www.sbdrs.org.br

Porto Alegre 24 horas
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