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Polícia encontra 143 gatos abandonados e outros 14 mortos em freezer; dona de ONG é presa em SP

Fiscalização encontra mais de uma centena de felinos em condições precárias e corpos armazenados em congelador

1 jul 2026 - 11h36
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Uma operação da Delegacia de Crimes Contra os Animais resultou na prisão em flagrante de uma mulher na manhã desta quarta-feira. A suspeita é proprietária de uma organização não governamental voltada para a proteção de animais domésticos. Durante a ação policial, os agentes constataram uma situação grave de abandono e negligência que chocou as autoridades envolvidas na fiscalização do imóvel.

Patrícia Louana Masier, dona da ONG Perfeitos e Especiais, que foi presa nesta quarta
Patrícia Louana Masier, dona da ONG Perfeitos e Especiais, que foi presa nesta quarta
Foto: feira (1°) - Reprodução/TV Globo / Perfil Brasil

Polícia localiza mais de 140 gatos em situação precária

No endereço vistoriado, os policiais civis contabilizaram 143 gatos sobrevivendo em condições evidentes de maus-tratos. Além dos animais vivos que sofriam com a falta de cuidados adequados, a equipe policial localizou outros 14 felinos mortos mantidos no interior de um congelador. A responsável pelo local foi identificada formalmente pelas autoridades como Patrícia Louana Masiero.

O mandado de busca e apreensão foi cumprido em uma propriedade vinculada diretamente à ONG Perfeitos e Especiais. A entidade privada utilizava páginas e perfis na internet para arrecadar recursos financeiros do público, justificando que as doações serviam para a manutenção e o sustento dos bichos abrigados. No recinto, os agentes públicos também apreenderam diversos medicamentos com prazo de validade vencido.

Vigilância sanitária interdita sede de entidade após denúncias

Outra irregularidade grave constatada na propriedade foi a existência de carteiras de vacinação animal já assinadas em branco por médicos veterinários. Diante do cenário de total insalubridade e das infrações administrativas, a Vigilância Sanitária municipal determinou a interdição total das atividades da instituição. Na saída do imóvel, antes de ser conduzida à viatura, Patrícia Louana Masiero alegou publicamente ser inocente das acusações formuladas.

"Isso é coisa de alguém que aprontou para mim. Estou há 20 anos na causa animal e sempre defendi os bichos. Não fiz nada de errado. É tudo muito limpo e bem organizado. [Essa denúncia e vídeos] são de quem deveria cuidar e não cuidou [dos animais]. E fez isso de má-fé", afirmou ela. Sobre os corpos localizados no eletrodoméstico, a mulher argumentou que eram pets falecidos desde o mês de novembro e que seriam destinados para estudos acadêmicos.

Conselho de veterinária autua instituição por falta de técnico

O Conselho Regional de Medicina Veterinária participou ativamente da fiscalização e aplicou autuações contra a entidade por ausência de um responsável técnico e por maus-tratos. Todos os gatos recolhidos no local receberam resgate imediato e foram transferidos para organizações devidamente regularizadas. Essas novas instituições assumiram o compromisso de oferecer tratamento médico veterinário urgente e abrigo seguro para os bichos doentes.

Patrícia Louana Masiero foi encaminhada para a carceragem do 6º Distrito Policial para responder pelo crime considerado inafiançável pela legislação vigente. Os investigadores buscam esclarecer agora se algum animal foi inserido ainda vivo no congelador. Os cadáveres dos gatos foram enviados para o Hospital Veterinário da Universidade de São Paulo, onde passarão por exames detalhados de necropsia. A Polícia Civil também apura a declaração da suspeita de que vendia os corpos de forma irregular para instituições de ensino superior.

Perfil Brasil
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