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Polícia britânica investiga motivos de autor do massacre de Cumbria

3 jun 2010 - 14h56
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A Polícia britânica tenta hoje determinar os motivos que levaram um taxista inglês a matar a tiros de seu próprio veículo 12 pessoas e ferir outras 11 antes de se suicidar, enquanto o país, ainda comovido, busca também compreender o incidente.

Derrick Bird, um homem de 52 anos, divorciado e que trabalhava como autônomo, protagonizou na quarta-feira no condado de Cumbria (noroeste da Inglaterra) o pior massacre ocorrido no país desde o de Dunblane em 1996, no qual morreram 16 crianças e uma professora.

"Uma parte crucial dessa investigação é estabelecer se as pessoas tragicamente mortas foram escolhidas por algum motivo específico ou se foram assassinatos arbitrários", disse hoje o detetive chefe Iain Goulding.

"Nossa avaliação inicial é que nos deparamos diante de uma combinação das duas coisas, embora não vamos entrar em conjecturas", acrescentou.

No massacre de Dunblane, um homem de 43 anos invadiu uma escola primária dessa cidade escocesa e começou a disparar contra as crianças, de cinco a seis anos, assassinando 16 alunos e uma professora antes de se suicidar.

Já no incidente de ontem, a Polícia do condado busca agora a reconstrução dos fatos para investigar o que levou Bird a cometer múltiplos assassinatos que poderiam ter sido tanto premeditados, como possivelmente o foi no caso do assassinato de seu próprio irmão gêmeo, como indiscriminados, contra vítimas escolhidas aleatoriamente.

Uma centena de detetives já trabalha no caso. Vários legistas analisam até 30 cenários do crime ao longo dos 40 quilômetros do litoral de Cumbria, por onde percorreu o taxista e soldados da Força Aérea Real (RAF) colaboram nas tarefas de rastreamento.

Goulding disse estar ciente das especulações da imprensa sobre o hipotético motivo de Bird, como uma disputa familiar ou problemas financeiros, e assinalou que as duas possibilidades estão sendo analisadas.

Os agentes pediram a colaboração dos cidadãos, já que precisam do maior número possível de testemunhos, mas reconheceram que talvez nunca consigam descobrir todas as respostas, já que é impossível saber que o rondava pela mente de Derrick Bird quando resolveu começar o tiroteio.

Esse indivíduo, descrito por alguns como um perfil tranquilo, iniciou o massacre na rua de Duke Street, na cidade de Whitehaven, onde começou disparando a seu próprio irmão gêmeo, David, segundo a Polícia, para em seguida fazê-lo com as seguintes vítimas.

No trajeto desde essa cidade até chegar a uma zona florestal próxima a Boot (Cumbria), onde se deu um tiro, o homicida matou também o advogado da família, Kevin Commons, que supostamente se encarregava do testamento dos Bird, e de um colega de profissão com quem supostamente tinha conflitos trabalhistas.

Depois, o taxista embarcou em um sangrento massacre em cadeia, no qual aparentemente atirou contra quem se encontrava em seu caminho.

Entre os feridos, cinco pessoas sofrem ferimentos no rosto, dois nas costas e outra nos braços e nas costas, segundo os últimos relatórios médicos revelados hoje por Charles Brett, diretor clínico do hospital West Cumberland em Whitehaven (Cumbria).

Os outros seis feridos "permanecem no hospital", e destes, dois se encontram "estáveis, embora em estado grave".

Este porta-voz médico observou que "mais de 50 %" dos sobreviventes foram tratados por "algum tipo de lesão facial".

Entre os mortos, estão também o filho de um fazendeiro, um aposentado de 70 anos, um casal de idosos e um homem que andava de bicicleta. Todos eles passaram pelo caminho de Derrick Bird.

A tragédia ocupou também um lugar central na agenda política do Reino Unido. Hoje, a ministra de Interior, Theresa May, prometeu no Parlamento uma investigação "rigorosa e completa" sobre o caso.

Por sua vez, o chefe do Executivo britânico, o conservador David Cameron, que visitará nesta sexta-feira junto com May o condado de Cumbria, ressaltou que o Governo fará o máximo possível para evitar que um episódio assim se repita.

Embora o primeiro-ministro tenha advertido que é preciso ser cauteloso para solicitar um reforço das leis sobre posse de armas, ele lembrou que a legislação britânica sobre esse assunto é uma das mais rígidas do mundo.

EFE   
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