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Planta nativa pode ter causado a morte de cavalos do grupo da 6ª Região Tradicionalista (6ª RT) em retorno do acendimento da Chama Crioula

Cinco cavalos morrem após ingerirem planta tóxica durante deslocamento da Chama Crioula

22 ago 2024 - 11h14
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Na manhã de quarta-feira (21), cinco cavalos de um grupo de 12 cavaleiros da 6ª Região Tradicionalista (6ª RT) foram encontrados mortos em Rosário do Sul. A suspeita é que os animais tenham consumido uma planta tóxica conhecida como mio-mio, que é comum na Fronteira Oeste e no Centro do Estado.

Foto: Reprodução / Porto Alegre 24 horas

O coordenador da 6ª RT, Roberto Ferreira, relatou que os tradicionalistas estavam retornando do acendimento da Chama Crioula, realizado no último sábado (17) em Alegrete, com destino ao Chuí, no sul do Estado. Após pernoitarem em uma estância em Rosário do Sul, encontraram os cavalos mortos na manhã seguinte.

Os outros sete cavalos do grupo foram medicados e estão sob monitoramento em Rosário do Sul. Um exame está sendo realizado para confirmar a causa das mortes, e o laudo deve ser divulgado nos próximos dias.

Ferreira mencionou que a planta mio-mio não é comum nos campos do sul do Estado e que a ingestão dessa planta pode ter levado à morte dos animais. "O mio-mio causa uma infecção grave, provocando problemas intestinais severos", explicou Ferreira.

O veterinário Bernardo Zeilmann afirmou que os efeitos do mio-mio se manifestam cerca de cinco horas após a ingestão. A planta causa lesões graves em órgãos como estômago e intestinos, e os animais podem morrer em menos de 24 horas.

Ao todo, 50 pessoas, incluindo cavaleiros e equipe de apoio, participaram da viagem representando a 6ª RT. Devido ao incidente, a viagem foi continuada em veículos em vez de a cavalo.

O que é o mio-mio?

O mio-mio é um arbusto encontrado principalmente nas regiões do sul do Brasil, próximas às fronteiras com o Uruguai e a Argentina. Segundo um estudo da Universidade Federal de Santa Maria, as substâncias da planta causam necrose e degeneração dos tecidos estomacais e intestinais dos animais. Outro arbusto tóxico comum na região é a maria-mole, que causa seneciose, uma intoxicação fatal para o gado, sendo responsável por mais de 50% das mortes de bovinos, conforme a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural.

Porto Alegre 24 horas
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