Pirelli cancela teste no Bahrein e equipes ficam presas nos aeroportos; entenda
Na manhã de sábado, ataques e explosões envolvendo EUA, Israel e Irã agravaram o conflito no Oriente Médio. As investidas contra diferentes países como Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque já começaram a afetar o calendário da Fórmula 1.
A Pirelli cancelou um teste de pneus que estava programado para este fim de semana no circuito do Bahrein. Uma base da Marinha norte-americana, localizada a 30 km da pista em Sakhir, foi atingida por um míssil iraniano. A pré-temporada da Fórmula 1 aconteceu no mesmo local há duas semanas.
Equipes como a Mercedes e McLaren cederam "carros mula" para a simulação da marca italiana, incluindo situações de chuva (com o circuito molhado artificialmente), para obtenção de dados.
Em comunicado oficial, a Pirelli afirmou que todos os funcionários em Manama estão em segurança em seus hotéis. E que a empresa está trabalhando para garantir a segurança de todos, além de um rápido retorno à Itália e ao Reino Unido.
A escalada do conflito, devido à "grande operação de combate" organizada por Donald Trump, levou ao bloqueio do espaço aéreo da região, o que deve prejudicar a Fórmula 1.
Como a Fórmula 1 será afetada?
Segundo o site RacingNews365, um porta-voz da Fórmula 1 destacou que "nossas próximas três corridas serão na Austrália, China e Japão, não no Oriente Médio. Essas ainda não acontecerão nas próximas semanas". O profissional também garantiu que "como sempre, monitoramos de perto qualquer situação como esta e trabalhamos em estreita colaboração com as autoridades competentes".
Apesar da distância entre Melbourne, palco do GP da Austrália, e a zona de conflito, o fechamento do espaço aéreo deve atrapalhar o planejamento de pessoas envolvidas com a categoria. O site espanhol Soymotor relatou que parte do material de algumas equipes, em sua maioria de base como a Fórmula 2, está bloqueado em aeroportos do Oriente Médio e da Europa.
Ainda segundo a publicação espanhola, alguns membros da Prema, equipe de base, ficaram aguardando dentro do avião sem autorização para decolar, enquanto outros não conseguiram realizar o check-in no aeroporto.
O caminho tradicional das equipes, passando pela Europa e Ásia, que atravessa a Turquia e tem conexão na Península Arábica, está bloqueado pelo conflito e por restrições derivadas da impossibilidade de sobrevoar a Rússia. De forma que, será necessário estudar rotas alternativas, incluindo opções pela América do Sul.
Até este momento, a primeira etapa da Fórmula 1 em Melbourne, na Austrália, segue com sua programação normal, com a maior preocupação sendo a chegada dos funcionários das equipes. Alguns membros do paddock já estão no país por terem viajado mais cedo, porém estes são a exceção.
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