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PF: Domingos Brazão ameaçou matar familiares de colega: "Começo por um neto"

Preso por ser um dos mandantes do assassinato de Marielle Franco já fez ameaças a conselheiro do TCE-RJ

26 mar 2024 - 09h25
(atualizado às 09h26)
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Domingos Brazão
Domingos Brazão
Foto: MARCOS ARCOVERDE/ESTADÃO - 29/03/2017 / Estadão

Domingos Brazão, preso por ser apontado como um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco, já ameaçou de morte familiares de um colega do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), segundo um relatório da Polícia Federal.

Segundo o relatório da PF sobre o caso Marielle, foram reunidas denúncias de outros políticos contra os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão. Um dos casos aconteceu em 2017, quando Domingo ainda era conselheiro do TCE-RJ.

Na ocasião, ele teria ameaçado outro conselheiro e sua família de morte. Em depoimento, Jonas Lopes de Carvalho Júnior disse que estava em um almoço com outros conselheiros quando começou uma discussão sobre a possibilidade do Conselheiro Nolasco fazer uma colaboração premiada.

Foi quando Domingos Brazão fez a ameaça a Nolasco: “Se ele fizer isso, ele morre. Eu começo por um neto, depois um filho, faço ele sofrer muito, e por último ele morre”. Carvalho Júnior afirmou ter se sentido atemorizado com a ameaça.

Delação

Uma delação levou ao início das investigações contra Domingos e outros conselheiros. Durante a Operação Quinta de Ouro, foi apurado que conselheiros do TCE-RJ estavam recebendo propina de empresários para que suas obras não fossem fiscalizadas, além do uso de dinheiro público do Estado do Rio de Janeiro.

Foi neste contexto que Jonas de Carvalho Júnior deu o depoimento relatando as ameaças de Domingos a Nolasco, em 2017.

O relato de Carvalho Júnior resultou na prisão cautelar de Domingos Brazão, segundo o relatório da PF, junto com outros quatro conselheiros. No entanto, Brazão foi solto e, em 2023, voltou ao cargo no TCE.

Deputada ameaçada na Câmara

A deputada estadual Cidinha Campos (PDT) também foi ameaçada de morte por Domingos Brazão, segundo relatório da Polícia Federal. Ela relata que na época em que ele também era deputado, estava insatisfeito com as posições da colega na Câmara. Quando se cruzavam pelos corredores, ele fazia ameaças.

Domingos chamou a deputada de “vagabunda e pu**” no plenário, em 2014, durante a discussão de um projeto na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A deputada rebateu dizendo que “é melhor ser pu** do que assassino e ladrão”. Foi quando começou a ser ameaçada.

“Mando matar vagabundo mesmo. Sempre mandei. Mas vagabundo. Vagabunda, ainda não mandei matar”, disse Brazão na época.

Prisão

Domingos Brazão, o deputado federal Chiquinho Brazão e o ex-chefe da Polícia Civil, Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, estão presos preventivamente. A Polícia Federal considera que os três são os autores do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O crime aconteceu em 14 de março de 2018, na região central do Rio de Janeiro.

Fonte: Redação Terra
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