Script = https://s1.trrsf.com/update-1781903735/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js

Pesquisadora brasileira cria Vakinha após denunciar plágio de método inspirado em Taylor Swift

Doutoranda da UFRN afirma que foi vítima de plágio do método da Taylor por professor espanhol e recorre à solidariedade para custear processo internacional Uma pesquisa criada no Brasil, apresentada em um dos maiores congressos de botânica do mundo e publicada em uma revista científica da Universidade de Oxford, ganhou as manchetes

18 jun 2026 - 09h43
(atualizado às 12h31)
Compartilhar
Exibir comentários

Doutoranda da UFRN afirma que foi vítima de plágio do método da Taylor por professor espanhol e recorre à solidariedade para custear processo internacional

Uma pesquisa criada no Brasil, apresentada em um dos maiores congressos de botânica do mundo e publicada em uma revista científica da Universidade de Oxford, ganhou as manchetes.

A bióloga, mestre e doutoranda da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Gláucia Lidiane Silva, acusa a Universidade Miguel Hernández de Elche (UMH), na Espanha, de utilizar sem autorização um método de ensino desenvolvido por ela e que ficou conhecido como "Método Taylor Swift".

Segundo a pesquisadora, a metodologia utiliza videoclipes e referências da cantora norte-americana para facilitar o ensino de botânica e aproximar os estudantes de conteúdos científicos por meio da cultura pop.

Agora, para levar o caso à Justiça internacional, Gláucia encontrou no Vakinha uma forma de mobilizar apoiadores e arrecadar os recursos necessários para custear o processo.

Técnica de pesquisa é inspirado em Taylor Swift
Técnica de pesquisa é inspirado em Taylor Swift
Foto: Vakinha / Vakinha

Método foi apresentado em congresso internacional

De acordo com a pesquisadora, o método foi desenvolvido entre 2020 e 2021 e ganhou projeção após ser apresentado durante o Congresso Internacional de Botânica, realizado em Madri, em julho de 2024.

No ano seguinte, o trabalho foi publicado na revista científica Annals of Botany, considerada uma das mais importantes da área.

A situação mudou quando Gláucia identificou semelhanças entre sua pesquisa e um capítulo de livro assinado por um professor da universidade espanhola.

Segundo ela, o material apresenta a metodologia como uma proposta inédita sem mencionar a autoria original.

"Ele utiliza dados do artigo e apresenta a metodologia como uma inovação própria, sem citar a origem do trabalho", afirmou a pesquisadora em vídeo publicado nas redes sociais.

Tentativas de acordo não avançaram

Antes de tornar o caso público, Gláucia afirma que tentou resolver a situação diretamente com o professor envolvido e com representantes da universidade.

Segundo ela, a UFRN também enviou uma comunicação formal à instituição espanhola, à editora responsável pela publicação e ao pesquisador, reunindo evidências que sustentariam a denúncia.

Sem uma solução, a doutoranda decidiu buscar apoio jurídico para dar início a uma ação internacional.

"Eu tentei resolver de forma amigável, mas não obtive uma resposta satisfatória. Agora preciso buscar justiça", declarou.

Vakinha busca arrecadar R$ 30 mil

Como os custos do processo ultrapassam sua capacidade financeira, Gláucia decidiu criar uma campanha no Vakinha para arrecadar recursos.

Segundo a pesquisadora, serão necessários cerca de R$ 30 mil para cobrir despesas jurídicas, incluindo a abertura da ação e eventuais recursos em instâncias superiores. Bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), ela afirma não ter condições de arcar sozinha com os custos.

A campanha já mobiliza apoiadores de diferentes áreas, incluindo pesquisadores, estudantes e fãs da cantora Taylor Swift. Até o momento, a arrecadação ultrapassa R$ 12 mil, o equivalente a mais de 40% da meta estabelecida.

Mobilização vai além do caso pessoal

Para Gláucia, a disputa não envolve apenas o reconhecimento de sua própria pesquisa. A pesquisadora afirma que a ação busca defender o trabalho de educadores e cientistas que investem anos na construção de metodologias inovadoras.

"Estou lutando não apenas pelo meu trabalho, mas pelo reconhecimento de todos os educadores que dedicam suas vidas à inovação e à ciência", afirmou.

Ao recorrer ao Vakinha, ela encontrou uma forma de transformar a indignação em mobilização coletiva, reunindo pessoas que acreditam na valorização da produção científica brasileira.

Como ajudar

Qualquer valor pode ser doado para ajudar a custear as despesas jurídicas da ação internacional movida pela pesquisadora.

Vakinha
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Meu Terra