Pesquisadora brasileira cria Vakinha após denunciar plágio de método inspirado em Taylor Swift
Doutoranda da UFRN afirma que foi vítima de plágio do método da Taylor por professor espanhol e recorre à solidariedade para custear processo internacional Uma pesquisa criada no Brasil, apresentada em um dos maiores congressos de botânica do mundo e publicada em uma revista científica da Universidade de Oxford, ganhou as manchetes
Doutoranda da UFRN afirma que foi vítima de plágio do método da Taylor por professor espanhol e recorre à solidariedade para custear processo internacional
Uma pesquisa criada no Brasil, apresentada em um dos maiores congressos de botânica do mundo e publicada em uma revista científica da Universidade de Oxford, ganhou as manchetes.
A bióloga, mestre e doutoranda da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Gláucia Lidiane Silva, acusa a Universidade Miguel Hernández de Elche (UMH), na Espanha, de utilizar sem autorização um método de ensino desenvolvido por ela e que ficou conhecido como "Método Taylor Swift".
Segundo a pesquisadora, a metodologia utiliza videoclipes e referências da cantora norte-americana para facilitar o ensino de botânica e aproximar os estudantes de conteúdos científicos por meio da cultura pop.
Agora, para levar o caso à Justiça internacional, Gláucia encontrou no Vakinha uma forma de mobilizar apoiadores e arrecadar os recursos necessários para custear o processo.
Método foi apresentado em congresso internacional
De acordo com a pesquisadora, o método foi desenvolvido entre 2020 e 2021 e ganhou projeção após ser apresentado durante o Congresso Internacional de Botânica, realizado em Madri, em julho de 2024.
No ano seguinte, o trabalho foi publicado na revista científica Annals of Botany, considerada uma das mais importantes da área.
A situação mudou quando Gláucia identificou semelhanças entre sua pesquisa e um capítulo de livro assinado por um professor da universidade espanhola.
Segundo ela, o material apresenta a metodologia como uma proposta inédita sem mencionar a autoria original.
"Ele utiliza dados do artigo e apresenta a metodologia como uma inovação própria, sem citar a origem do trabalho", afirmou a pesquisadora em vídeo publicado nas redes sociais.
Tentativas de acordo não avançaram
Antes de tornar o caso público, Gláucia afirma que tentou resolver a situação diretamente com o professor envolvido e com representantes da universidade.
Segundo ela, a UFRN também enviou uma comunicação formal à instituição espanhola, à editora responsável pela publicação e ao pesquisador, reunindo evidências que sustentariam a denúncia.
Sem uma solução, a doutoranda decidiu buscar apoio jurídico para dar início a uma ação internacional.
"Eu tentei resolver de forma amigável, mas não obtive uma resposta satisfatória. Agora preciso buscar justiça", declarou.
Vakinha busca arrecadar R$ 30 mil
Como os custos do processo ultrapassam sua capacidade financeira, Gláucia decidiu criar uma campanha no Vakinha para arrecadar recursos.
Segundo a pesquisadora, serão necessários cerca de R$ 30 mil para cobrir despesas jurídicas, incluindo a abertura da ação e eventuais recursos em instâncias superiores. Bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), ela afirma não ter condições de arcar sozinha com os custos.
A campanha já mobiliza apoiadores de diferentes áreas, incluindo pesquisadores, estudantes e fãs da cantora Taylor Swift. Até o momento, a arrecadação ultrapassa R$ 12 mil, o equivalente a mais de 40% da meta estabelecida.
Mobilização vai além do caso pessoal
Para Gláucia, a disputa não envolve apenas o reconhecimento de sua própria pesquisa. A pesquisadora afirma que a ação busca defender o trabalho de educadores e cientistas que investem anos na construção de metodologias inovadoras.
"Estou lutando não apenas pelo meu trabalho, mas pelo reconhecimento de todos os educadores que dedicam suas vidas à inovação e à ciência", afirmou.
Ao recorrer ao Vakinha, ela encontrou uma forma de transformar a indignação em mobilização coletiva, reunindo pessoas que acreditam na valorização da produção científica brasileira.
Como ajudar
Qualquer valor pode ser doado para ajudar a custear as despesas jurídicas da ação internacional movida pela pesquisadora.
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