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Pesquisa liderada por estudante da UFRGS aponta caminhos para terapias mais eficazes contra Alzheimer

No Brasil, a estimativa é de que a doença e outras demências possam atingir 6,7 milhões de pessoas até 2050

17 fev 2026 - 09h17
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Um novo estudo publicado na revista Nature Neuroscience reforça o papel da inflamação cerebral na progressão do Alzheimer e aponta caminhos para terapias mais eficazes contra a doença. A pesquisa foi liderada pelo estudante de Medicina e doutorando em Bioquímica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, João Pedro Ferrari-Souza, e envolveu colaboração internacional.

Foto: Freepik / Porto Alegre 24 horas

Segundo a Alzheimer's Disease International, a cada três segundos um novo caso de demência surge no mundo. Hoje, mais de 55 milhões de pessoas convivem com algum tipo de demência, sendo o Alzheimer responsável por cerca de 70% dos diagnósticos. No Brasil, a estimativa é de que a doença e outras demências possam atingir 6,7 milhões de pessoas até 2050.

A demência é uma condição progressiva que compromete funções cognitivas e reduz a autonomia do indivíduo. No caso do Alzheimer, ocorre degeneração e morte de neurônios. O estudo gaúcho investigou como a comunicação entre micróglia e astrócitos — células essenciais na resposta imune do cérebro — influencia a evolução da doença.

Os pesquisadores observaram que o acúmulo da proteína beta-amiloide só favorece a progressão do Alzheimer quando há ativação microglial. A descoberta sugere que a neuroinflamação é um mecanismo central da doença e que futuras terapias não devem focar apenas na remoção de proteínas tóxicas, mas também na regulação dessa interação celular.

Para chegar aos resultados, a equipe utilizou biomarcadores ultrassensíveis de sangue e líquor, exames de neuroimagem e avaliações clínicas em mais de 300 participantes, incluindo pessoas saudáveis e pacientes em diferentes estágios da doença. A análise mostrou que alguns indivíduos acumulavam beta-amiloide sem desenvolver demência, enquanto outros evoluíam rapidamente — indicando que a inflamação cerebral ajuda a explicar essas diferenças.

O trabalho, realizado em parceria com centros de pesquisa do Canadá e dos Estados Unidos, abre novas possibilidades terapêuticas. Segundo os autores, intervenções voltadas à modulação da neuroinflamação podem potencializar tratamentos já existentes.

O próximo passo será investigar se o mesmo padrão biológico se repete na população brasileira. A expectativa é que a combinação de estratégias terapêuticas, voltadas a múltiplos mecanismos da doença, aumente a eficácia clínica no futuro.

*Com a informação JU/UFRGS

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