Para 70,8% dos que conhecem caso Débora Rodrigues, pena de 14 anos é injusta
A maioria dos brasileiros que sabem da condenação da cabeleireira Débora Rodrigues considera desproporcional a pena aplicada a ela. De acordo com levantamento divulgado pelo Instituto Paraná Pesquisas nesta segunda-feira (28), 70,8% dos entrevistados que conhecem o episódio afirmaram que a punição não é justa.
Débora ficou conhecida por escrever com batom a frase "perdeu, mané" na base de uma estátua em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), durante os atos de 8 de janeiro de 2023. O gesto levou à sua condenação a 14 anos de prisão pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e tentativa de golpe de Estado.
Segundo a pesquisa, 58,5% dos entrevistados afirmaram saber da condenação. Outros 41,5% disseram desconhecer o caso. O instituto ouviu 2.020 eleitores em todo o País, entre os dias 16 e 19 de abril. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Pena de Débora condiz com o ato praticado?
O julgamento de Débora no Supremo Tribunal Federal estava suspenso na época da pesquisa. O processo havia sido interrompido após pedido de vista feito pelo ministro Luiz Fux. A análise foi retomada apenas na sexta-feira (25), quando a maioria dos ministros votou pela condenação.
Entre os que conheciam o caso, 25,7% consideraram justa a pena de 14 anos. Outros 3,6% preferiram não opinar ou disseram não saber avaliar a sentença.
O Instituto Paraná Pesquisas também avaliou a opinião pública sobre as prisões de outros envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Os participantes foram questionados sobre a percepção geral dos eventos que levaram à invasão das sedes dos Três Poderes, em Brasília.
A pesquisa buscou medir o sentimento da população não apenas sobre a condenação individual de Débora, mas também sobre o julgamento coletivo das ações ocorridas naquele dia.
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