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Pacientes que fizeram redução de estômago pedem ampliação da lei que obriga desconto em restaurantes

15 jul 2016 - 09h47
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Pacientes que fizeram a cirurgia para redução de estômago estão buscando descontos no valor da refeição em restaurantes de todo o Brasil. Isso porque, recentemente, entrou em vigor em São Paulo uma Lei que obriga os restaurantes a dar descontos de 30 a 50% no valor integral da refeição para quem fez cirurgia de redução de estômago.

Foto: DINO

A regra vale para restaurantes à la carte e também para rodízios. As informações sobre o desconto deverão estar no cardápio e em uma placa, na parede do estabelecimento. Em caso de descumprimento da lei, o restaurante deverá pagar uma multa de R$ 1 mil e, se for reincidente, até R$ 10 mil. Para garantir o benefício, o cliente precisa apresentar ao garçom uma carteirinha da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica ou um atestado médico.

No Paraná - que é o segundo estado em número de estabelecimentos cadastrados para tratamento cirúrgico da obesidade no Brasil pelo Sistema Único de Saúde (SUS) - os pacientes que passaram pela cirurgia bariátrica esperam que a legislação paulista também seja implementada no estado.

O especialista em obesidade e cirurgião curitibano, Caetano Marchesini, explica que a cirurgia bariátrica reduz a quantidade de absorção de alimentos no corpo, reduzindo também a ingestão de alimentos, porque a bolsa gástrica é reduzida.

"Pacientes que passam pelo tipo de cirurgia bariátrica chamada gastrectomia vertical (Sleeve) chegam a comer entre 250 a 350 gramas. Já os pacientes que passam pelo procedimento bypass gástrico, normalmente conseguem comer entre 150 e 200 gramas", relata o especialista.

Ele conta que todos os pacientes operados em sua Clínica recebem uma carteirinha, comprovando a nova condição do paciente. "Esta carteirinha pode ser apresentada em clínicas e hospitais, bem como em estabelecimento como restaurantes", diz Marchesini.

Medida justa - O empresário, Otto Wilhelm Riederer, de 67 anos, fez a cirurgia bariátrica quando pesava 120 quilos. Otto perdeu 40 quilos. Segundo ele, mesmo tendo feito a cirurgia bariátrica há dois anos, a sua alimentação continua sendo em pequenas porções.

"Sempre mostro a minha carteirinha de operado nos restaurantes, especialmente naqueles onde o sistema ofertado é de rodízio. Em diversos lugares é cobrado metade do preço para pacientes bariátricos", informa Otto. Para o empresário, seria muito justo se a medida aplicada em São Paulo também se tornasse Lei em todo o Brasil.

A jovem, Sonia Crislaine Szwed, pesava 110 quilos aos 24 anos. Para Sonia a cirurgia bariátrica foi a recomendação médica. Hoje, dois anos após o procedimento, ela pesa 70kg e abandonou a alimentação que tinha antes da cirurgia. "Cortei frituras, doces e refrigerante. Minhas opções de alimentos são muito mais restritivas", revela. Para ela, além de reduzir o custo da refeição para o operado, a legislação que oferece desconto aos pacientes bariátricos também evita o desperdício de alimentos.

"É muito complicado quando nós, operados, vamos comer em algum lugar que é livre ou os pratos são em grande quantidade, pois comemos apenas uma pequena porção e sobra muito", relata Sonia.

Já a técnica de enfermagem Angélica Oliveira, 40 anos, fez a cirurgia bariátrica aos 32 anos e perdeu 50 quilos.

"Eu mesma sempre pergunto nos estabelecimentos se existe desconto e, em vários lugares, os proprietários são compreensivos", conta. No entanto, ela acredita que a regra para rodízios é válida. "Acredito que se fosse aprovada uma lei em âmbito nacional todos poderiam usufruir mais e de forma justa, porque muitos pacientes ainda têm vergonha de pedir desconto", finaliza Angélica.

DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra
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