O que roer unhas revela sobre saúde emocional: hábito atinge milhões e preocupa especialistas
Roer unhas vai além de mania: saiba como o hábito afeta a saúde emocional, suas causas e dicas para superar o problema. Entenda a onicofagia!
Roer unhas, comportamento oficialmente chamado de onicofagia, afeta entre 20% e 30% da população mundial. Embora pareça apenas um gesto automático, psicólogos alertam que o ato está profundamente ligado a fatores emocionais.
Raízes emocionais do hábito
Situações de estresse, ansiedade aguda e até o tédio costumam ser os gatilhos que levam ao comportamento repetitivo de roer unhas. Para muitos, é uma estratégia de alívio rápido frente à pressão emocional do dia a dia.
Predisposição genética
Pesquisas revelam que cerca de um terço dos indivíduos com esse hábito têm familiares que também o apresentam, indicando que a predisposição pode ser herdada.
Existe ligação com perfeccionismo?
O perfeccionismo é outro fator importante: pequenas falhas nas unhas ou cutículas provocam o impulso de corrigir compulsivamente, tornando o ato recorrente.
Impactos na saúde
Apesar de parecer inofensiva, a onicofagia pode causar sérios problemas à saúde:
- Favorece a entrada de bactérias, aumentando riscos de infecção nos dedos e no organismo.
- Desgaste contínuo pode provocar problemas dentários, bruxismo e retração gengival.
- Unhas danificadas prejudicam tarefas manuais de precisão e atividades cotidianas.
Por que o hábito é difícil de eliminar
A ligação emocional e genética torna o hábito resistente, especialmente quando associado a situações de ansiedade crônica ou transtornos emocionais mais intensos.
Estratégias para superar
Especialistas indicam algumas medidas para controlar a onicofagia:
- Utilizar esmaltes de gosto amargo para inibir a prática.
- Cuidar frequentemente das unhas para reduzir tentação.
- Adotar técnicas de relaxamento para diminuir a ansiedade.
- Manter as mãos ocupadas com bolinhas antistresse ou outros objetos.
Quando buscar ajuda profissional
Se o comportamento estiver relacionado a quadros emocionais graves, como transtornos de ansiedade, o acompanhamento psicológico é recomendado.
A rotina pode ajudar
Mudanças na rotina e no ambiente, além de pequenas estratégias de autocontrole, são essenciais para quem busca superar o hábito de roer unhas.
Gatilhos e prevenção
Identificar situações que funcionam como gatilho é o primeiro passo para o controle. Técnicas de atenção plena e relaxamento têm sido eficazes para muitos casos.
Um sinal que merece atenção
Roer unhas é um hábito que pode parecer simples, mas serve como alerta para questões emocionais latentes. Buscar ajuda e adotar estratégias é fundamental para preservar saúde física e emocional.