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O prejuízo é deles, a conta é nossa

9 jun 2025 - 10h41
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Ao longo dos meus dois mandatos como deputada federal, aprendi que os números de um governo não mentem. Aliás, eles gritam! E os dados mais recentes divulgados pelo Tesouro Nacional soam como um grande alerta para o País: as estatais federais registraram déficit recorde de R$ 2,73 bilhões apenas nos quatro primeiros meses de 2025 - um rombo que não pode ser normalizado, ignorado, ou, pior, tratado com indiferença política.

Rosana Valle é deputada federal pelo PL
Rosana Valle é deputada federal pelo PL
Foto: SP, em segundo mandato - Assessoria de Imprensa Fiamini / Perfil Brasil

Os Correios, por exemplo, símbolo histórico de integração nacional, eram lucrativos até pouco tempo atrás. Hoje, mergulham em prejuízos milionários - fruto direto de má administração, de aparelhamento político e de uma completa falta de foco em resultados. O que mudou? Mudou a gestão: saiu o compromisso com a eficiência e entrou no lugar a velha prática do uso político da máquina pública.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em sua terceira gestão como presidente da República, tenta esconder este retrocesso sob a cortina de fumaça da "

reconstrução

". Mas o que está em curso, de fato, é a destruição metódica do patrimônio público nacional. E quem paga a conta são os brasileiros, que enfrentam serviços públicos precários, impostos cada vez mais altos e um governo que age como se ainda estivesse em campanha eleitoral - ou preso no tempo, em sistema analógico. Mas há quem faça diferente!

Enquanto a União infla a máquina com 37 ministérios, muitos deles criados apenas para acomodar apadrinhados políticos, São Paulo segue um caminho mais enxuto e voltado à eficiência administrativa. O Governo do Estado implantou a Secretaria de Parcerias e Investimentos, responsável por estruturar concessões, desestatizações e Parcerias Público-Privadas (PPPs) em áreas estratégicas, como Mobilidade Urbana, Educação e Saneamento Básico.

Por meio deste modelo de trabalho, já foram mobilizados mais de R$ 180 bilhões em investimentos, com foco em entrega, transparência e sustentabilidade fiscal. Trata-se de exemplo prático de como é possível gerir com seriedade e planejamento, sem ampliar a estrutura estatal, nem recorrer ao populismo. É um contraste evidente com a gestão federal, que parece mais preocupada com alianças para as eleições de 2026 do que com resultados concretos para a população.

Como jornalista por 25 anos e, há dois mandatos, como deputada federal por São Paulo, não posso silenciar diante do abismo entre as duas formas de governar: de um lado, o improviso, o palanque, a irresponsabilidade; do outro, a busca por soluções técnicas, o respeito ao dinheiro público e o compromisso com o legado.

O Brasil precisa, urgentemente, de mais gestores com visão de Estado e menos operadores de campanha. Não há bem-estar social sem gestão responsável. Não há futuro com contas no vermelho e empresas públicas afundando por politicagem.

Por isso, sigo firme, no Congresso Nacional, em Brasília-DF, fiscalizando, denunciando e lutando, para que nossas estatais voltem a servir o povo, e não os interesses de quem nunca soube o que é gerir com seriedade.

O Brasil merece mais! Não será por omissão que deixaremos o governo federal enterrar o que ainda resta de credibilidade no setor público e em nosso País.

*Rosana Valle é deputada federal pelo PL-SP, em segundo mandato; presidente da Executiva Estadual do PL Mulher de São Paulo; jornalista por formação há mais de 25 anos; e autora dos livros "Rota do Sol 1 e 2"
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Uma publicação compartilhada por Rosana Valle (@rosanavalleoficial)

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