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Número de mortos em ataques de Israel no Líbano passa de 3.000

28 fev 2026 - 04h30
(atualizado em 19/5/2026 às 15h59)
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Mais de 400 mortes foram registradas após entrada em vigor de cessar-fogo, com forças israelenses prosseguindo com operações. Acompanhe as últimas notícias do conflito.

Trump diz ter cancelado novo ataque ao Irã a pedido de países do Golfo

Total de mortos por ataques israelenses no Líbano sobe para 3.042

Popularidade de Trump registra queda em meio à guerra

Irã formaliza criação de organismo para gerir estreito de Ormuz

Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares, desencadeando o atual conflito no Oriente Médio:

Trump dá ultimato ao Irã para fechar acordo nuclear nos próximos dias

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu nesta terça-feira um ultimato ao Irã para fechar um acordo nuclear nos próximos dias que permita pôr fim ao conflito.

"Digo dois ou três dias. Talvez sexta-feira, sábado, domingo. Algo talvez no início da próxima semana. Um período de tempo limitado", declarou Trump à imprensa ao visitar as obras do salão de festas que está sendo construído na Casa Branca.

Segundo relatou o presidente americano, os EUA iniciariam nesta terça-feira um ataque contra a república islâmica, mas o adiaram a pedido de vários de seus parceiros do Golfo Pérsico, como a Arábia Saudita e o Catar, que lhe pediram para dar espaço às negociações diplomáticas.

Trump explicou que na segunda-feira esteve "a uma hora" de ordenar a retomada da ofensiva contra o Irã, o que teria colocado fim ao cessar-fogo vigente desde o último mês de abril.

"Não podemos permitir que eles obtenham uma arma nuclear. Se tivessem uma arma nuclear, destruiriam Israel rapidamente e iriam atrás da Arábia Saudita, do Kuwait, dos Emirados Árabes Unidos, do Catar e de todo o Oriente Médio. Seria um holocausto nuclear", declarou.

As negociações entre Washington e Teerã para pôr fim à guerra iniciada em 28 de fevereiro por Estados Unidos e Israel estão estagnadas há semanas, enquanto o bloqueio do Estreito de Ormuz ameaça provocar graves consequências econômicas.

A república islâmica rejeitou reiteradamente as condições impostas pelo governo Trump para frear o enriquecimento de urânio e na segunda-feira apresentou uma contraproposta por meio de mediadores paquistaneses, cujo conteúdo é desconhecido.

Trump anunciou na segunda-feira que ordenou às Forças Armadas americanas que estejam preparadas para lançar a qualquer momento um "ataque em grande escala" contra o Irã caso as negociações fracassem.

jps (EFE)

Total de mortos por ataques israelenses no Líbano sobe para 3.042

O número de mortos pela ofensiva israelense No Líbano iniciada há mais de dois meses no âmbito da guerra no Irã subiu para 3.042, enquanto o total de feridos aumentou para 9.031, segundo informaram nesta terça-feira fontes oficiais.

O Centro de Operações de Emergência, pertencente ao Ministério da Saúde Pública libanês, afirmou em um breve comunicado, reproduzido pela agência de notícias libanesa ANN, que o "balanço total acumulado da agressão desde 2 de março até 19 de maio chegou a 3.042 mártires e 9.301 feridos".

Mais de 400 destas mortes foram registradas após a implementação de um cessar-fogo em meados de abril, já que o sul do país mediterrâneo continua sendo alvo de bombardeios diários, ataques de artilharia e detonações controladas de residências.

Hoje mesmo, Israel lançou várias ações contra localidades do sul libanês, segundo a ANN, enquanto a Defesa Civil libanesa informou que resgatou quatro cidadãos dos sete que foram capturados na zona fronteiriça de Rachaya al Foukhar, no sudeste do Líbano, após uma "incursão de uma patrulha inimiga israelense nos arredores da cidade".

Além disso, o grupo xiita libanês Hezbollah reivindicou ao longo do dia pelo menos dez ataques contra posições de Israel, que ocupa uma ampla área no sul do Líbano.

Na última sexta-feira, Líbano e Israel concordaram em prorrogar o cessar-fogo por mais 45 dias e se comprometeram a realizar tanto uma reunião de caráter militar quanto uma de aspectos políticos nas próximas semanas.

jps (EFE)

Emirados dizem que drones que atingiram usina nuclear vieram do Iraque

Os Emirados Árabes Unidos afirmaram nesta terça-feira (19/05) que os drones que atingiram sua usina nuclear na semana passada vieram do Iraque - de onde grupos apoiados pelo Irã lançaram diversos ataques desde o início da guerra no Oriente Médio.

No domingo, um drone atingiu um gerador elétrico nas proximidades da instalação, que é a única usina nuclear do mundo árabe, provocando um incêndio, mas sem causar feridos nem vazamento de radiação. Outros dois drones haviam sido interceptados.

Barakah situa-se perto da fronteira com a Arábia Saudita e o Catar, e o ataque suscitou receios de repercussões em toda a região do Golfo.

"Como parte da investigação em curso sobre o ataque flagrante à Usina Nuclear de Barakah, ocorrido em 17 de maio de 2026, o rastreamento e o monitoramento técnicos confirmaram que os três drones (...) tiveram origem, todos, em território iraquiano", declarou o Ministério da Defesa dos Emirados.

Nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque, embora o Irã e seus grupos aliados tenham sido alvo de suspeitas, uma vez que Teerã mantém seu domínio sobre o Estreito de Ormuz e a retórica das autoridades emiradenses contra o Irã se intensificou.

Outros três drones atingiram o país nos últimos dois dias, acrescentou o Ministério da Defesa, sem fornecer detalhes sobre seus alvos.

md (AFP, AP)

Bruxelas critica isenção dos EUA para petróleo bruto russo: "Não é momento de aliviar pressão"

"Não acreditamos que este seja o momento de aliviar a pressão sobre a Rússia", afirmou o Comissário Europeu para a Economia, Valdis Dombrovskis, nesta terça-feira (19/05), reagindo à decisão dos Estados Unidos de prorrogar por mais 30 dias uma isenção de sanções que permita a continuidade da exportação de determinado petróleo russo, devido a interrupções causadas pelo fechamento do Estreito de Ormuz.

Antes do segundo dia da reunião do G7(realizada nesta terça-feira em formato ampliado, incluindo outras nações convidadas), Dombrovskis enfatizou que Moscou está se beneficiando economicamente da atual crise energética decorrente da guerra no Oriente Médio.

"É a Rússia quem está lucrando com a guerra no Irã e com a consequente alta nos preços da energia", ressaltou o chefe da economia europeia, argumentando que a comunidade internacional deveria "intensificar a pressão" sobre o Kremlin, em vez de relaxar as restrições.

O comissário europeu para a Economia disse que o Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, que também participa da reunião do G7 em Paris, havia informado seus parceiros do G7 no dia anterior sobre a decisão de Washington, assegurando-lhes que a medida é de natureza temporária.

No entanto, Dombrovskis observou que esta marca a segunda prorrogação consecutiva de uma isenção que, inicialmente, deveria durar apenas 30 dias.

"Da perspectiva da União Europeia, não acreditamos que este seja o momento de aliviar a pressão sobre a Rússia", reiterou.

md/as (EFE, AFP)

Irã alerta que dará resposta "rápida e poderosa" a qualquer agressão

O Irã advertiu os Estados Unidos nesta terça-feira (19/05) para que não cometam outro "erro de cálculo", afirmando que suas Forças Armadas estão com o "dedo no gatilho" para responder de maneira "rápida, firme e poderosa" a qualquer nova agressão, depois que Donald Trump disse ter adiado novos ataques contra a nação persa, que estariam programados para esta terça.

"Advertimos, por meio deste, os Estados Unidos e seus aliados para que não cometam outro erro estratégico ou erro de cálculo", alertou o major-general Ali Abdolahi, comandante do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, em um comunicado divulgado pela agência de notícias Tasnim, vinculada à Guarda Revolucionária.

O alto oficial militar sustentou que a República Islâmica e suas Forças Armadas se encontram num estado de prontidão militar elevada em comparação ao passado, e prometeu uma resposta "rápida, decisiva, poderosa e abrangente" a qualquer novo ato de agressão contra o país.

Suas declarações ocorreram depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na segunda-feira ter adiado, por "um curto período de tempo", um ataque ao Irã programado para esta terça-feira, a fim de abrir espaço para negociações, atendendo a pedidos de seus aliados árabes para postergá-lo em "dois ou três dias".

"A Arábia Saudita, o Catar, os Emirados Árabes Unidos e alguns outros me perguntaram se poderíamos adiá-lo por dois ou três dias - um curto período -porque acreditam estar muito próximos de chegar a um acordo", declarou.

Na Truth Social, Trump advertiu que, apesar do adiamento, ordenou aos comandantes militares que permaneçam "preparados para um ataque em grande escala ao Irã a qualquer momento caso não se chegue a um acordo aceitável".

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Ismail Bagaei, afirmou na segunda-feira que as negociações de paz com os Estados Unidos estão em curso por meio da troca de propostas via Paquistão, e que Teerã havia entregado sua resposta às últimas considerações de Washington.

As negociações entre Washington e Teerã para encerrar a guerra iniciada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel não registraram progresso desde seu início, em 11 de abril, em Islamabad, devido a divergências, particularmente no que tange ao programa nuclear iraniano e à situação no Estreito de Ormuz.

md/as (Efe, AFP)

Trump diz ter cancelado novo ataque ao Irã a pedido de países do Golfo

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (18/05) que tomou a decisão de cancelar um novo ataque militar ao Irã, que teria sido originalmente planejado para esta terça-feira, a pedido dos países do Golfo Pérsico, enquanto "negociações sérias estão em andamento".

Numa publicação na rede Truth Social, ele disse que o adiamento do suposto ataque foi solicitado pelos líderes do Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

Trump afirmou ter sido informado de que um acordo "muito aceitável" para os EUA estaria a caminho de ser firmado, acrescentando que "NÃO HAVERÁ ARMAS NUCLEARES PARA O IRÃ!".

Por outro lado, ele alertou que as forças americanas estariam preparadas para "prosseguir com um ataque em grande escala contra o Irã, a qualquer momento", caso não se chegue a um acordo aceitável.

O Irã ainda não se manifestou publicamente sobre essas declarações de Trump.

No último fim de semana, Trump havia alertado o Irã de que "o tempo está se esgotando", em meio a um impasse nas negociações para o fim da guerra.

jps/as (ots)

Nível de aprovação de Trump cai para 37% em meio ao aumento da rejeição à guerra no Irã

Uma maioria de 59% dos americanos desaprovam a gestão do presidente Donald Trump à frente do país, contra 37% que a apoiam, enquanto cresce a rejeição à guerra iniciada por Estados Unidos e Israel contra o Irãe suas consequências econômicas, segundo aponta uma pesquisa publicada nesta segunda-feira.

A mais recente sondagem do jornal The New York Times e do Instituto Siena mostra que 64% dos entrevistados acreditam que Trump cometeu um erro ao atacar a república islâmica.

Esta opinião é compartilhada por uma maioria de 93% dos democratas e 73% dos eleitores independentes, algo que pode custar apoio ao Partido Republicano a apenas seis meses das eleições legislativas de meio de mandato, nas quais estará em jogo o controle de ambas as Casas do Congresso.

Apenas 30% dos consultados, incluindo 70% dos republicanos, acreditam que Trump agiu corretamente ao iniciar o conflito.

De acordo com o jornal americano, o atual índice de aprovação do presidente - visto por analistas como um indicador histórico-chave para prever o desempenho do partido governante nas urnas - é o mais baixo registrado por esta pesquisa durante o segundo mandato do republicano.

A consulta foi realizada com 1.507 eleitores registrados em todos os EUA, entre os dias 11 e 15 de maio, em meio à estagnação no diálogo de paz entre Washington e Teerã e ao aumento dos preços da gasolina devido ao bloqueio iraniano no Estreito de Ormuz, por onde passava 20% do petróleo mundial.

A maioria dos entrevistados reprovam a gestão do presidente em áreas-chave como o custo de vida e a economia em geral, com 69% e 64% de rejeição, respectivamente.

Outros 56% desaprovam a condução da imigração por parte do republicano, que redobrou suas políticas antimigratórias sob promessas de campanhas massivas de deportação e o aumento das batidas policiais, sobretudo em cidades de maioria democrata.

Além disso, uma maioria de 62% não concorda com as ações de Trump na guerra na Faixa de Gaza, contra 31% que o apoiam.

No início de maio, uma pesquisa do jornal The Washington Post, da emissora ABC e do Ipsos mostrou que a rejeição dos americanos à guerra no Irã já atinge níveis de desaprovação comparáveis aos conflitos do Iraque e do Vietnã, em um contexto de incerteza econômica e risco de ataques terroristas.

Na ocasião, 61% dos entrevistados afirmaram que as ações militares lançadas por EUA e Israel contra a república islâmica foram um erro, e menos de 20% disseram acreditar no sucesso das operações, como proclama Trump.

jps (EFE)

Trump chama imprensa e democratas de "loucos" por postura sobre o Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacou novamente nesta segunda-feira os meios de comunicação e a oposição democrata, acusando-os de terem ficado "loucos" com a guerra do Irã.

Em uma mensagem em sua plataforma Truth Social, o líder republicano afirmou que a visão da imprensa americana está tão distorcida que, na hipótese de Teerã se render, as manchetes seriam de que "o Irã teve uma vitória magistral e brilhante sobre os Estados Unidos".

Trump apontou especificamente para o "fracassado" The New York Times, o Wall Street Journal e a "corrupta e irrelevante" CNN.

"Os democratas tolos e os meios de comunicação perderam completamente o rumo. Ficaram completamente loucos!", opinou.

As negociações entre Washington e Teerã para pôr fim à guerra iniciada em fevereiro por Estados Unidos e Israel estão estagnadas há semanas, enquanto o bloqueio do Estreito de Ormuz ameaça causar graves consequências econômicas.

A república islâmica rejeitou reiteradamente as condições impostas pelo governo Trump para frear o enriquecimento de urânio e anunciou nesta segunda-feira que apresentou uma contraproposta por meio de mediadores paquistaneses.

No domingo, Trump ameaçou retomar a ofensiva, pausada desde abril por um cessar-fogo, ao afirmar que o tempo do Irã está "acabando".

jps (EFE)

Irã ameaça cobrar por uso de cabos submarinos de Ormuz

A Guarda Revolucionária iraniana ameaçou nesta segunda-feira (18/05) cobrar pela utilização dos cabos submarinos que atravessam o estreito de Ormuz, sublinhando que qualquer perturbação nesses equipamentos custaria à economia global "centenas de milhões de dólares por dia".

Numa mensagem publicada na plataforma digital Telegram, a força da República Islâmica afirmou que, em nome da "soberania absoluta" do Irão sobre as suas águas territoriais, o país "poderá declarar que todos os cabos de fibra ótica que atravessam o estreito estão sujeitos a licenças e monitoramento".

A mensagem da Guarda Revolucionária surgiu horas depois de o governo iraniano ter formalizado a criação de um novo organismo para a gestão do estreito de Ormuz, via marítima estratégica para o comércio mundial de petróleo e derivados que Teerã controla desde o início da guerra com os Estados Unidos e Israel, a 28 de fevereiro.

A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA, na sigla em inglês) já tem uma conta oficial, através da qual irá fornecer "atualizações em tempo real sobre as operações" no estreito.

O anúncio foi compartilhado nas redes sociais pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional e pela Marinha da Guarda Revolucionária, noticiou a agência francesa AFP.

jps (Lusa)

Irã diz ter atacado forças ligadas a EUA e Israel no oeste do país

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta segunda-feira (18/05) que suas forças atacaram grupos ligados aos Estados Unidos e a Israel na província do Curdistão, no oeste do país, perto da fronteira com o Iraque.

Em nota divulgada pela agência de notícias Isna, a Guarda Revolucionária relatou que grupos do norte do Iraque, "agindo em nome dos EUA e do regime sionista, estavam tentando contrabandear um grande carregamento de armas e munições americanas" para o Irã.

Eles disseram que os grupos foram atingidos na cidade iraniana de Baneh, na região do Curdistão.

rc (AFP)

Irã formaliza criação de organismo para gerir estreito de Ormuz

O Irã formalizou nesta segunda-feira (18/05) a criação de um novo organismo para a gestão do estreito de Ormuz, a via marítima estratégica para o comércio mundial de petróleo que Teerã controla desde o início da guerra.

A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA, na sigla em inglês) já tem uma conta oficial, através da qual irá fornecer "atualizações em tempo real sobre as operações" no estreito.

O anúncio foi partilhado nas redes sociais pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional e pela Marinha da Guarda Revolucionária, noticiou a agência France-Presse (AFP).

O Irã bloqueou o estreito de Ormuz desde o início da ofensiva militar conjunta dos Estados Unidos e de Israel em 28 de fevereiro.

Teerã respondeu também com ataques contra os países da região, numa guerra que causou já milhares de mortos, sobretudo no Irã e no Líbano.

As competências exatas da nova estrutura não foram divulgadas de imediato, mas, segundo o jornal especializado em navegação Lloyd's List, cabe à PGSA "aprovar o trânsito de navios e cobrar taxas de passagem no estreito de Ormuz".

As embarcações são obrigadas a fornecer informações detalhadas sobre o proprietário, o seguro, os membros da tripulação e a rota de trânsito prevista, de acordo com a mesma fonte.

No início de maio, a televisão estatal iraniana apresentou o novo organismo como um "sistema destinado a exercer a soberania" do Irã sobre o estreito de Ormuz.

O presidente da comissão parlamentar de segurança nacional, Ebrahim Azizi, afirmou no domingo que o país tinha "instituído um mecanismo profissional de gestão de tráfego" no estreito, que estaria operacional em breve.

Desde o início do conflito, o Irã tem insistido que o tráfego no estreito "não voltará à situação anterior à guerra".

Teerã anunciou em abril que arrecadou as primeiras receitas provenientes das portagens impostas nesta via estratégica.

O controle iraniano da passagem marítima por onde circula habitualmente cerca de um quinto da produção mundial de petróleo perturba os mercados energéticos globais e confere a Teerã um importante trunfo estratégico.

Os Estados Unidos mantêm um bloqueio aos portos iranianos desde 13 de abril, decretado um dia depois de terem falhado as primeiras negociações sobre o fim da guerra, sob mediação do Paquistão. Para a realização das conversações, as duas partes concordaram com uma trégua, que está em vigor desde 8 de abril.

jps (Lusa)

Execuções disparam em 2025 para o nível mais alto em 44 anos impulsionadas pelo Irã

As execuções registradas em nível global dispararam 78% em 2025, chegando a 2.707, segundo informou nesta segunda-feira a Anistia Internacional (AI), a cifra mais alta registrada pelo organismo em 44 anos, que foi impulsionada pelo Irã, que mais que duplicou suas execuções.

O "impressionante aumento" documentado no relatório 'Condenações à morte e execuções 2025', indica a AI, "deveu-se a alguns governos decididos a exercer seu poder por meio do medo", entre os quais destaca o Irã, principal motor da subida, onde foram constatadas quase 80% do total das execuções, especificamente 2.159, mais que o dobro das registradas em 2024 nesse território e seu maior número de execuções em décadas.

A organização de direitos humanos, que alertou que a China continuou sendo "o país com mais execuções no mundo", apesar de seus dados não constarem no relatório porque suas autoridades os consideram segredo de Estado, elaborou as estatísticas a partir de números de 17 países onde a pena de morte continua vigente, dois a mais que no ano anterior, "apesar da tendência global contínua rumo à abolição".

"Da China, Irã ou Coreia do Norte, passando por Arábia Saudita e Iêmen, até Kuwait, Cingapura e Estados Unidos, esta vergonhosa minoria está utilizando a pena de morte como arma para infundir temor, sufocar a dissidência e mostrar a força que as instituições estatais têm sobre pessoas desfavorecidas e comunidades marginalizadas", declarou em comunicado a secretária-geral da Anistia Internacional, Agnès Callamard.

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Vencedora do Nobel da paz iraniana recebe alta e continua recuperação em casa

A vencedora do prêmio Nobel da Paz Narges Mohammadi recebeu alta da unidade de cuidados coronários do hospital Pars de Teerã e foi transferida para sua residência, onde continuará sua recuperação sob acompanhamento médico ambulatorial, segundo informou nesta segunda-feira a fundação que leva seu nome.

Durante as próximas semanas, a ativista deverá passar por um acompanhamento de suas complicações de saúde com sua equipe médica por meio de visitas ao hospital e sessões diárias de fisioterapia ambulatorial, assinalou a Fundação Narges Mohammadi em comunicado publicado em seu site e em suas redes sociais.

Segundo seus médicos, entre eles cardiologistas e neurologistas, é "absolutamente vital" que ela permaneça sob estreita observação médica e receba atendimento terapêutico especializado fora da prisão, onde cumpria várias penas por acusações relacionadas a "propaganda contra o Estado" e "conspiração contra a segurança nacional".

A ativista pelos direitos humanos, que permaneceu hospitalizada por 18 dias, "necessita de repouso e cuidados específicos em um ambiente tranquilo, completamente livre de fatores estressantes externos, por um período mínimo de oito meses antes que se possa observar uma possível melhora em seus sintomas", detalhou a fundação com sede em Paris.

Neste sentido, a fundação alertou que seu eventual retorno a um ambiente penitenciário representaria um grave risco para a vida da vencedora do Nobel, nascida em 1972.

"Embora minha mãe tenha recebido alta do hospital Pars de Teerã, sua recuperação exige uma supervisão médica estrita fora da prisão. Devolvê-la à detenção seria uma sentença de morte", declarou no comunicado sua filha, Kiana Rahmani, copresidente da fundação.

Rahmani pediu também a retirada de todas as acusações contra sua mãe e o fim do que qualificou como perseguição judicial.

"Devemos garantir sua liberdade, que sejam retiradas definitivamente todas as acusações infundadas contra ela e que cesse a perseguição. O ativismo em direitos humanos não é um crime, e nenhum defensor deveria ser preso por isso", argumentou Rahmani.

Segundo a fundação, Mohammadi foi inicialmente internada na unidade de cuidados coronários do hospital Mousavi de Zanjan entre 1º e 10 de maio, após 150 dias desde sua prisão em Mashhad, no nordeste do Irã, depois de uma suspensão temporária de sua pena. Posteriormente, foi transferida de ambulância para o hospital Pars de Teerã, onde permaneceu até receber alta, na véspera.

No último dia 13 de maio, a ativista foi submetida a uma angiografia e a diversos exames diagnósticos para avaliar seu estado cardiovascular, bem como a estudos por transtornos severos de pressão arterial.

Sua equipe médica sustenta que seu estado de saúde está diretamente relacionado a uma prolongada exposição a estresse psicológico intenso, ansiedade crônica e condições ambientais adversas.

Por essa razão, os médicos alertam que qualquer novo fator de estresse poderia agravar de forma significativa seu estado clínico.

Finalmente, a Fundação Narges Mohammadi instou a comunidade internacional a manter sua solidariedade "inabalável" com a ativista, ao mesmo tempo em que exigiu a suspensão "imediata e permanente" de todas as penas de prisão e o arquivamento "incondicional" de todas as acusações contra ela.

Além disso, demandou a libertação de todos os presos políticos, com especial urgência para as mulheres e mães que continuam detidas. "A liberdade e o atendimento médico são direitos fundamentais, não concessões", concluiu.

jps (EFE)

Irã afirma que negociações de paz com os Estados Unidos continuam via Paquistão

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Ismail Baghaei, afirmou nesta segunda-feira que as negociações de paz com os Estados Unidos continuam com a troca de propostas através do Paquistão, em meio às renovadas ameaças militares do presidente americano, Donald Trump.

"O processo continua através do Paquistão", disse Baghaei em sua entrevista coletiva semanal em Teerã.

O diplomata explicou que, depois de Trump rejeitar publicamente uma proposta iraniana de 14 pontos em 10 de abril, "a parte americana apresentou suas próprias considerações" ao texto, que foi transmitido a Teerã nos últimos dias.

"Estas propostas foram revisadas durante os últimos dias e, como anunciado ontem, apresentamos nossos próprios pontos à parte americana", afirmou Baghaei.

A imprensa iraniana informou ontem que o Irã encaminhou uma nova proposta que o ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi, em visita à República Islâmica, entregará aos Estados Unidos.

Baghaei não entrou em detalhes sobre o conteúdo das propostas trocadas nos últimos dias, mas veículos de imprensa, como a agência de notícias "Fars", informaram que Washington exigiu de Teerã a entrega de 440 quilos de urânio enriquecido a 60%, a manutenção de apenas uma instalação nuclear, a recusa em pagar compensações de guerra e o desbloqueio de menos de 25% dos ativos iranianos congelados no exterior.

Teerã, por sua vez, tem insistido no fim da guerra em todas as frentes, ou seja, incluindo o Líbano, no levantamento das sanções, na liberação de todos os ativos congelados, em compensações de guerra e no reconhecimento de sua soberania sobre o Estreito de Ormuz.

O diplomata insistiu que "a questão dos direitos não é algo sobre o qual estejamos dispostos a negociar ou a ceder".

Trump afirmou ontem que o tempo está se esgotando para o Irã chegar a um acordo em meio ao cessar-fogo em vigor desde o início de abril, e voltou a ameaçar a República Islâmica com mais ataques, além de pôr fim à trégua vigente desde 8 de abril.

"Para o Irã, o relógio está correndo, e é melhor que se apressem — rápido! —, ou não restará nada deles. O tempo é essencial!", escreveu o republicano em sua rede Truth Social.

Além da mensagem explícita de domingo, Trump publicou no sábado uma imagem sua recriada por inteligência artificial sugerindo que os ataques ao Irã poderiam ser retomados.

jps (EFE)

Seleção iraniana viaja à Turquia à espera de vistos dos EUA para a Copa do Mundo

A seleção de futebol do Irã partiu nesta segunda-feira rumo à Turquia para realizar seu último período de treinamentos antes da Copa do Mundo de 2026, ainda sem ter recebido os vistos necessários para viajar aos Estados Unidos, país onde disputará as partidas da fase de grupos.

O técnico da seleção iraniana, Amir Ghalenoei, declarou à imprensa que espera que todos os jogadores recebam os vistos antes do embarque rumo à cidade turca de Antália, onde a equipe fará uma concentração com uma convocação provisória de 30 jogadores, que precisará ser reduzida para 26 antes do início do Mundial, em 11 de junho.

Paralelamente, o diretor da seleção nacional iraniana, Mehdi Mohammad Nabi, expressou confiança de que os vistos serão emitidos nas próximas duas semanas.

"De acordo com as previsões que havíamos feito e a correspondência mantida com a Fifa, este assunto deve ser resolvido nas próximas duas semanas", afirmou Nabi.

A incerteza sobre as permissões de entrada nos EUA se mantém a menos de um mês da estreia do Irã na Copa do Mundo, prevista para 15 de junho contra a Nova Zelândia, em Los Angeles.

Posteriormente, a seleção iraniana enfrentará a Bélgica e o Egito pelo Grupo G.

O presidente da Federação de Futebol do Irã, Mehdi Taj, reuniu-se no sábado, em Istambul, com o secretário-geral da Fifa, Mattias Grafström, para tratar da questão dos vistos, e garantiu estar "satisfeito" após o encontro.

No último domingo, o presidente da federação iraniana condicionou a participação do Irã no Mundial à aceitação de dez pontos, entre eles garantias em termos de segurança, deslocamentos e respeito aos símbolos da república islâmica, além da emissão de vistos para todo o elenco.

Isso ocorre diante da possibilidade de Washington não conceder vistos a membros da delegação que tenham antecedentes na Guarda Revolucionária iraniana, considerada pelos EUA uma organização terrorista.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, indicou no mês passado que não haverá problema para autorizar a entrada dos jogadores da seleção iraniana, mas que não será permitido o acesso de profissionais da comissão técnica da federação que, segundo Washington, mantenham vínculos com a Guarda Revolucionária.

Por sua vez, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que o Irã será recebido com grande entusiasmo na América do Norte durante o que promete ser "o evento esportivo mais inclusivo da história".

jps (EFE)

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