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Xi diz a Putin que apoia negociações entre russos e ucranianos

China ressalta respeito à soberania, mas defende Rússia

25 fev 2022 - 11h40
(atualizado às 11h52)
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Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da China, Xi Jinping, conversaram por telefone nesta sexta-feira (25) e debateram o ataque russo contra a Ucrânia, iniciado um dia antes. Como previsto, a postura de Pequim é de não fazer críticas a Moscou, de quem é um próximo aliado.

Putin e Xi conversaram por telefone sobre crise ucraniana
Putin e Xi conversaram por telefone sobre crise ucraniana
Foto: EPA / Ansa - Brasil

"A China apoia a Rússia e a Ucrânia para a solução dos problemas através das negociações. A posição fundamental da China é de respeito à soberania e da integridade territorial de todos os países e dos objetivos e princípios da Carta da ONU. A China está disposta a colaborar com a comunidade internacional para apoiar um conceito de segurança comum, global, cooperativo e sustentável para proteger o sistema internacional com a ONU no centro", disse Xi segundo a emissora estatal "CCTV".

Na conversa, porém, o presidente chinês considerou como "inadmissíveis" as sanções "ilegítimas para servir aos interesses egoístas de alguns países", conforme a agência russa Tass. Ainda de acordo com os russos, Xi afirmou que "respeita a liderança russa" no território ucraniano.

Por sua vez, Putin afirmou que seu governo "está disposto a conduzir negociações de alto nível com a Ucrânia".

"O presidente introduziu a longitude e a latitude históricas da questão e a situação e a posição das operações militares especiais russas na parte oriental do país e disse que EUA e Otan ignoraram por muito tempo as razoáveis preocupações da Rússia em questão de segurança, repetidamente negando seus compromissos e continuando a avançar com equipamentos militares para o leste", disse o mandatário russo, de acordo com a Tass.

A China e a Rússia, há menos de um mês, assinaram uma renovação do tratado de parceria e "boa vizinhança" e têm se colocado sempre unidas em questões em que os Estados Unidos estão do lado oposto. Os chineses, inclusive, vetaram no Conselho de Segurança da ONU qualquer texto que puna os russos por terem atacado os ucranianos. .
   

Ansa - Brasil   
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