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Von der Leyen defende acordo Mercosul-UE como resposta a tarifas

Presidente da Comissão Europeia discursou no Fórum de Davos

20 jan 2026 - 09h35
(atualizado às 09h52)
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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, elogiou o acordo de livre comércio com o Mercosul como uma resposta "poderosa" aos tarifaços, em discurso no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, nesta terça-feira (20).

Ursula von der Leyen durante discurso em Davos
Ursula von der Leyen durante discurso em Davos
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A declaração chega no auge da tensão entre União Europeia e Estados Unidos por conta das investidas do presidente Donald Trump para anexar a Groenlândia, território autônomo pertencente à Dinamarca, país-membro da UE.

"A assinatura do acordo com o Mercosul é um marco após 25 anos de negociações e envia uma mensagem poderosa ao mundo: escolhemos o comércio equilibrado em vez das tarifas, a parceria em vez do isolamento, a sustentabilidade em vez da exploração", afirmou Von der Leyen.

"Demonstramos que estamos agindo de forma séria para reduzir os riscos às nossas economias e diversificar as cadeias de abastecimento", acrescentou a mandatária, destacando que Bruxelas já trabalha em acordos comerciais com Austrália e Índia e também quer acelerar negociações com Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Malásia e Tailândia.

Em seu discurso, Von der Leyen disse que o atual cenário geopolítico é uma "oportunidade para construir uma nova forma de independência europeia".

Além disso, prometeu um "pacote de medidas para a segurança no Ártico", ressaltando que a "soberania e integridade da Dinamarca e da Groenlândia não são negociáveis", e criticou as tarifas de Trump contra países europeus que mandaram militares para a ilha no Ártico.

"As tarifas adicionais são um erro, sobretudo entre aliados de longa data. A União Europeia e os Estados Unidos alcançaram um acordo comercial em julho passado e, na política, assim como nos negócios, um acordo é um acordo. E quando amigos apertam as mãos, deve significar alguma coisa", declarou.

Segundo a presidente, entrar em uma "perigosa espiral descendente" nas relações transatlânticas "acabaria apenas ajudando os mesmos adversários que nos comprometemos a manter fora de nosso horizonte estratégico".   

Ansa - Brasil
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