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Vice venezuelano diz que 'inimigos' causaram câncer de Chávez

5 mar 2013 - 18h19
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O vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesta terça-feira que o câncer do presidente Hugo Chávez foi causado por seus "inimigos".

"O presidente foi atacado por esta doença", disse Maduro durante reunião com seu gabinete no palácio presidencial de Miraflores. "Os inimigos feriram o presidente."

Maduro disse que tem pistas para colocar em curso uma investigação científica e comprovar a denúncia.

A reunião teve a participação do alto comando militar, governadores aliados de Chávez, o ministro do Interior e um irmão do presidente, Adán Chávez, além de outros funcionários do governo.

Momento 'mais difícil'

O encontro foi realizado horas depois do anúncio de que a saúde do presidente se deteriorou.

Há três meses Chávez foi submetido à quarta cirurgia para tratar do câncer na região pélvica.

"Há uma situação de complicação em meio à batalha do presidente por sua saúde", disse Maduro.

O vice-presidente reconheceu que este é o momento mais difícil enfrentado por Chávez desde que foi operado.

Maduro pediu orações "pela saúde e vida do comandante nestas horas que são as mais difíceis desde a operação de 11 de dezembro".

Estados Unidos

Em suas declarações nesta terça-feira, o vice-presidente também acusou os Estados Unidos de tentar desestabilizar a Venezuela e anunciou a expulsão de dois adidos aeronáuticos da embaixada americana em Caracas, sob a acusação de fazer contatos com as Forças Armadas venezuelanas para desestabilizar o país.

Por meio de um comunicado à imprensa, o Departamento americano de Defesa confirmou a informação referente ao adido aeronáutico em Caracas, David Delmonaco, e o adido-assistente, Devlin Coastal.

Segundo o Departamento de Defesa, Coastal já está nos Estados Unidos e não retornará à Venezuela, enquanto Delmonaco está "a caminho".

O ministro venezuelano das Relações Exteriores, Elias Jaua, disse que os dois adidos foram considerados personas non gratas e têm 24 horas para deixar o país.

O governo de Caracas acusa os dois de manter contatos telefônicos e pessoais com militares venezuelanos a fim de "propor planos desestabilizadores".

O porta-voz do Pentágono, tenente-coronel Todd Breasseale, confirmou a expulsão em um comunicado.

"Estamos a par das acusações feitas pelo vice-presidente da Venezuela, (Nicolás) Maduro, por meio do canal de televisão estatal em Caracas, e podemos confirmar que nosso adido aéreo, coronel David Delmonico, está regressando aos EUA", disse.

Colaborou Pablo Uchôa, de Washington para a BBC Brasil

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