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'Não há nada a comemorar sobre tarifas a aliados', diz Itália sobre Trump

Países europeus afetados preparam resposta conjunta a americano

17 jan 2026 - 16h36
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O ministro da Defesa da Itália, Guido Crosetto, manifestou-se no X neste sábado (17) sobre o anúncio de tarifas aplicadas pelos Estados Unidos a países europeus que enviaram tropas militares à Groenlândia.

    "Não entendo o que há para comemorar no enfraquecimento [econômico] de nossos aliados, que também estão entre nossos maiores parceiros comerciais e industriais", escreveu Crosetto em resposta ao senador italiano da Liga Claudio Borghi, que em uma publicação na mesma rede social, disse que iria "festejar as tarifas de [Donald] Trump contra a França e a Alemanha".

    A medida anunciada pelo presidente americano é de 10% contra Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido e Finlândia, a partir de 1° de fevereiro.

    "A partir de 1º de junho de 2026, essas tarifas subirão para 25%", afirmou Trump no Truth, ressaltando que os impostos serão pagos "até que se chegue a um acordo para a compra completa e total da Groenlândia".

    O presidente da França, Emmanuel Macron, respondeu à retaliação de seu homólogo em Washington.

    "As ameaças tarifárias são inaceitáveis e não têm lugar neste contexto. Os europeus responderão de forma unida e coordenada caso sejam confirmadas. Garantiremos o respeito pela soberania europeia", declarou.

    Mensagem semelhante veio da Alemanha, que segundo o porta-voz do governo, Stefan Kornelius, Berlim está "em contato estreito" com seus parceiros europeus.

    "Juntos decidiremos as respostas adequadas no momento oportuno", diz a nota emitida por Kornelius.

    Já o primeiro-ministro da Suécia, Ulf Kristersson, informou que Estocolmo "não irá deixar se intimidar" pela pressão dos EUA.

    "Somente a Dinamarca e a Groenlândia decidem sobre seus próprios assuntos. Eu sempre defenderei meu país e nossos aliados vizinhos", garantiu.

    Para o ministro das Relações Exteriores de Copenhague, Lars Lokke Rasmussen, as tarifas de Trump "chegaram de surpresa".

    "O objetivo do aumento da presença militar na Groenlândia, ao qual o presidente [Trump] se refere, é justamente melhorar a segurança no Ártico", disse Rasmussen citado pela AFP.

    Ele acrescentou estar em contato com a Comissão Europeia e outros parceiros "sobre o assunto".

    Há poucos dias, Rasmussen participou de negociações na Casa Branca sobre a Groenlândia, território semiautônomo pertencente ao Reino da Dinamarca. .

Ansa - Brasil
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