Venezuela retira pessoal diplomático de sete países latino-americanos, acusando-os de ingerência
A Venezuela decidiu nesta segunda-feira retirar todo o seu pessoal diplomático das missões na Argentina, Chile, Costa Rica, Peru, Panamá, República Dominicana e Uruguai, horas depois que esses países exigiram "uma revisão completa dos resultados" das eleições com a presença de observadores independentes.
O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) informou, pouco depois da meia-noite de domingo, que o presidente Nicolás Maduro havia conquistado um terceiro mandato com 51% dos votos, um resultado que estenderia em seis anos o governo de um quarto de século do chavismo.
Após o meio-dia desta segunda-feira, o CNE proclamou Maduro, um ex-motorista e ex-ministro das Relações Exteriores de 61 anos, o vencedor e lhe entregou um diploma.
O resultado provocou uma onda de protestos em território venezuelano e repúdio e pedidos de transparência por parte da comunidade internacional.
Em resposta à solicitação de países latino-americanos, a chancelaria venezuelana informou que decidiu "retirar todo o pessoal diplomático das missões na Argentina, Chile, Costa Rica, Peru, Panamá, República Dominicana e Uruguai, ao mesmo tempo em que exige que esses governos retirem imediatamente seus representantes do território venezuelano".
"Nós nos opomos a todos os pronunciamentos de interferência e cerco que repetidamente tentam desconsiderar a vontade do povo venezuelano", acrescenta o comunicado.
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