Ataque das IDF no Líbano mata 8; Míssil do Hezbollah cai em base italiana
Itália se propôs a sediar negociações entre Tel Aviv e Beirute
Ao menos oito pessoas morreram, incluindo duas crianças, durante ataques das Forças de Defesa de Israel (IDF) em uma rodovia no litoral do sul do Líbano, informou a Al-Jazeera nesta quarta-feira (13).
Segundo a emissora árabe, os bombardeios incessantes atingiram Barja, Jiyeh e Saadiyat, ao longo da estrada Sidon-Sul.
Ao mesmo tempo, as IDF acusaram o grupo fundamentalista Hezbollah de ter lançado diversos foguetes contra sua trupe nesta manhã, noticiou o Times of Israel, acrescentando que não houve feridos na ofensiva.
O Exército israelense também afirmou ter interceptado um drone aparentemente pertencente à milícia árabe.
Na terça-feira (12), um míssil que, ao que tudo indica, deve ter sido lançado pelo Hezbollah, explodiu dentro da sede da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil) em Naqoura, onde está o contingente italiano, causando danos em alguns edifícios. Ninguém se feriu.
Um incidente semelhante ocorreu no domingo (10), quando outro drone caiu em um pátio da Unifil. Do lado de fora da base, a poucos metros de distância, outro aeronave não tripulada explodiu ontem, assim como outras três na segunda (11).
A Unifil expressou preocupação "com as atividades do Hezbollah e de soldados israelenses perto de posições da ONU", as quais têm sido frequentes nas últimas semanas.
Hoje o vice-premiê da Itália e ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, condenou os bombardeios entre Israel e Hezbollah no sul do Líbano.
"O governo libanês deve exercer sua soberania sobre todo o território e os ataques do Hezbollah devem cessar. Ao mesmo tempo, os inaceitáveis ataques israelenses contra vilarejos no sul do Líbano, incluindo aldeias cristãs, também devem parar", declarou Tajani em uma audição no Senado sobre a reabertura do Estreito de Ormuz.
O chanceler reforçou que "uma paz duradoura no Oriente Médio não pode existir sem a estabilidade do Líbano".
"A Itália apoia o diálogo entre Tel Aviv e Beirute mediado pelos Estados Unidos. Estamos prontos para sediar negociações diretas, como eu disse ao [presidente libanês Joseph] Aoun", concluiu Tajani. .
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