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Vaticano sinaliza possível viagem do Papa aos EUA e ao México em 'futuro próximo'

Declaração foi dada pelo 'chanceler' da Santa Sé durante encontro com imprensa

28 out 2026 - 09h51
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Resumo
O Vaticano indicou uma possível visita do papa Leão XIV aos Estados Unidos e ao México em um futuro próximo, aproveitando a boa relação com a Casa Branca e a devoção papal a Guadalupe. O secretário Paul Gallagher também destacou os esforços diplomáticos e humanitários da Santa Sé para mediar o fim da guerra na Ucrânia, incluindo contatos telefônicos diretos do pontífice com os líderes Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky para buscar tréguas, apesar da resistência das potências em uma mediação direta.

O secretário para as Relações com os Estados do Vaticano, monsenhor Paul Richard Gallagher, afirmou na última terça-feira (27) que o papa Leão XIV poderá visitar os Estados Unidos em um "futuro próximo".

    Durante encontro com jornalistas internacionais na Associação de Imprensa Estrangeira, em Roma, o religioso enfatizou que a viagem poderá ser combinada com uma visita ao México, país pelo qual o pontífice nutre especial carinho em razão de sua devoção a Nossa Senhora de Guadalupe.

    Gallagher, que é uma espécie de ministro das Relações Exteriores do Vaticano, não informou uma data para a possível viagem, mas ressaltou a importância do relacionamento entre o Vaticano e o governo norte-americano.

    "Temos um bom relacionamento e uma boa comunicação com a Casa Branca", declarou, acrescentando que o diálogo também ocorre por meio do embaixador Brian Burch, que, segundo ele, tem acesso direto à sede do governo dos Estados Unidos.

    Na conversa com a imprensa, Gallagher também manifestou satisfação com as iniciativas diplomáticas e humanitárias conduzidas pela Santa Sé para contribuir com o fim da guerra na Ucrânia.

    O trabalho envolve duas frentes distintas: uma missão diplomática liderada pelo próprio Gallagher e outra humanitária, sob responsabilidade do presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), cardeal Matteo Zuppi.

    Segundo o religioso, representantes do Vaticano estiveram em Moscou e mantiveram contatos com autoridades ucranianas.

    "O Papa quer pôr fim à guerra na Ucrânia", afirmou o secretário, destacando que as iniciativas desenvolvidas tanto com ucranianos quanto com russos permitiram à Santa Sé transmitir suas posições às partes envolvidas.

    Gallagher reconheceu, porém, que tanto os Estados Unidos quanto a Rússia não desejam que o Vaticano participe diretamente das negociações. Nesse cenário, a Santa Sé busca contribuir de maneira complementar, especialmente por meio de ações humanitárias e da manutenção dos canais de diálogo.

    Questionado sobre um possível envolvimento da primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, nas negociações para uma trégua na cidade ucraniana de Oleshky, Gallagher afirmou que a prioridade deve ser o resultado, independentemente de quem tenha desempenhado o papel decisivo.

    "Em casos como este, não importa quem fez o quê; o que conta é o resultado", declarou.

    O Papa também teria participado dos esforços relacionados à trégua, realizando contatos telefônicos com o presidente russo, Vladimir Putin, e, posteriormente, com o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, a partir do Hospital Gemelli, em Roma, onde estava internado para remover um câncer pulmonar.

    Além dos Estados Unidos, o México poderá fazer parte de uma futura viagem papal. Gallagher destacou a devoção do pontífice ao Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe, localizado na Cidade do México e considerado um dos principais centros de peregrinação católica do país. .

Ansa - Brasil
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