UE e parceiros lançam programa de US$1 bilhão para ajudar Gaza a se recuperar da guerra
A Comissão Europeia e mais de uma dúzia de países lançaram, nesta segunda-feira, uma iniciativa para destinar 883,6 milhões de euros (1 bilhão de dólares) a projetos para auxiliar Gaza na recuperação após a guerra.
O pequeno enclave costeiro continua em ruínas mais de dois anos e meio após o início do conflito, desencadeado pelo ataque de outubro de 2023 a Israel pelo grupo militante palestino Hamas. Um frágil cessar-fogo está em vigor desde outubro passado, e as Nações Unidas estimaram o custo das obras de reconstrução em Gaza em cerca de US$70 bilhões.
A "iniciativa Gaza", lançada em uma reunião de doadores de ajuda em Bruxelas, apoiará projetos como a restauração do abastecimento de água e do saneamento, a remoção de escombros e o restabelecimento dos sistemas de saúde, informou a Comissão em um comunicado.
Espanha, Dinamarca, Reino Unido, Alemanha, Noruega, Finlândia, Itália, Holanda, França, Japão, Suíça, Suécia e Bélgica, o Banco Mundial e o Banco Europeu de Investimento participam da iniciativa, juntamente com a própria Comissão, segundo o comunicado. A Austrália e o Canadá também devem aderir.
"Nosso objetivo é claro: ajudar a construir esperança, resiliência e um futuro melhor para o povo palestino", afirmou Dubravka Suica, comissária europeia para o Mediterrâneo.
A Comissão Europeia não forneceu detalhes sobre quanto cada parceiro contribuiria para a nova iniciativa.
O devastador bombardeio aéreo e terrestre de Israel em Gaza deslocou quase toda a população de 2 milhões de pessoas, a maioria das quais agora vive em barracas ou prédios danificados em uma faixa costeira de território bastante reduzida, governada pelo Hamas.
As tropas israelenses controlam quase 70% de Gaza, patrulhando o que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu descreve como uma zona tampão para deter os ataques do Hamas. Netanyahu afirma que Israel não se retirará do território.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.