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Trump diz que crimes de ex-advogado não estão relacionados a ele

13 dez 2018
13h16
atualizado às 14h13
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira que nunca falou ao seu advogado pessoal Michael Cohen para que violasse a lei e negou qualquer relação aos seus crimes, um dia após Cohen ser condenado à prisão por crimes financeiros que incluem pagamento de suborno a mulheres antes da eleição presidencial de 2016.

Michael Cohen, ex-advogado do presidente dos EUA, Donald Trump REUTERS/Shannon Stapleton
Michael Cohen, ex-advogado do presidente dos EUA, Donald Trump REUTERS/Shannon Stapleton
Foto: Reuters

Em uma série de posts no Twitter mais cedo nesta quinta-feira, Trump disse que Cohen apenas se declarou culpado "para envergonhar o presidente e conseguir uma sentença de prisão muito reduzida, o que ele conseguiu".

"Eu nunca orientei Michael Cohen a burlar a lei", afirmou o presidente norte-americano. "Ele era um advogado e ele deveria saber a lei. Se chama conselho de advogado e um advogado tem grande responsabilidade se um erro é cometido. É para isso que eles são pagos".

"Cohen foi condenado em muitas acusações sem relação a mim", disse Trump.

Na quarta-feira, Cohen foi condenado a três anos de prisão após se declarar culpado de ter orquestrado os pagamentos, o que promotores federais em Nova York disseram que foi determinado por Trump para proteger sua campanha de alegações de encontros sexuais.

Trump nega os casos e alega que os pagamentos feitos às duas mulheres - a modelo da Playboy Karen McDougal e a atriz de filmes adultos Stormy Daniels - não foram contribuições de campanha.

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