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Trump ameaça mudar nome de lago no Canadá para 'América'

Presidente também chamou Carney de 'fraco e ineficaz'

25 ago 2026 - 10h07
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Resumo
Em meio a uma crescente guerra comercial com o Canadá, Donald Trump ameaçou renomear o Lago Ontário para "Lago América" e criticou o premiê canadense, Mark Carney, chamando-o de "fraco e ineficaz". O atrito se intensificou após o Canadá suspender negociações devido a exigências de Washington consideradas abusivas. Em resposta, Trump confirmou tarifas de 50% sobre diversos produtos canadenses, enquanto Carney prometeu retaliação proporcional na mesma medida.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou mudar o nome do Lago Ontário para "Lago América", na esteira da guerra comercial contra o Canadá, e chamou o premiê Mark Carney de "fraco e ineficaz".

    As declarações foram publicadas na plataforma Truth Social e representam mais um episódio da crise deflagrada pelo próprio Trump contra um aliado histórico dos EUA na América do Norte.

    "Os Estados Unidos estão considerando seriamente mudar o nome do Lago Ontário para Lago América, visto que não esperamos mais realizar muitos negócios com Ontário", escreveu o presidente.

    Ontário é a província mais rica e populosa do Canadá, e o lago de mesmo nome banha Toronto, maior cidade do país, além de fazer fronteira com os Estados Unidos.

    Logo após retornar à Casa Branca, Trump renomeou o Golfo do México como "Golfo da América", mudança ignorada pelo restante da comunidade internacional.

    Em sua rede social, o republicano também negou que tenha feito exigências contra o uso do francês, uma das línguas oficiais do Canadá e majoritário na província do Quebec. "Eu jamais interferiria no fato de os canadenses falarem francês! Na verdade, sequer pensei em fazer uma coisa tão estúpida. Essa mentira foi inventada por um primeiro-ministro fraco e ineficaz, em uma tentativa de ganhar apoio político junto ao povo do Quebec", acrescentou.

    No último fim de semana, Carney suspendeu as negociações comerciais com os Estados Unidos para evitar um tarifaço de 50% contra produtos canadenses, alegando que Washington pediu mudanças "injustas e antieconômicas" de última hora.

    Entre as alterações estariam a exigência de que os EUA aprovassem previamente qualquer acordo comercial negociado pelo Canadá e restrições ao uso de francês.

    Após o rompimento, Trump confirmou as tarifas de 50% contra US$ 20 bilhões em importações do país vizinho, incluindo cimento, vinhos, destilados, móveis e bastões de hóquei; um dia depois, impôs a mesma alíquota contra carros, caminhões, peças automotivas e aço.

    Carney já prometeu responder aos tarifaços dos EUA "dólar por dólar". .

Ansa - Brasil
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