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Tropas russas farão exercícios militares em Belarus

Prática é para 'simular neutralização de ameaças na fronteira'

18 jan 2022 12h47
| atualizado às 12h50
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Tropas militares da Rússia e de Belarus vão realizar uma série de exercícios militares conjuntos para "simular neutralização de ameaças na fronteira", informaram os governos dos dois países nesta terça-feira (18).

Conforme nota repercutida pela Tass do Ministério da Defesa, o "Union Resolve 2022" ocorrerá em duas etapas: uma iniciada nesta terça e que segue até dia 9 de fevereiro e que será apenas para o envio dos militares dos dois países para "áreas ameaçadas". A segunda ocorre entre 10 e 20 de fevereiro e ocorre em diversas bases militares, sendo os exercícios práticos de fato.

O episódio é mais um da crise que envolve a Ucrânia e que se intensificou desde o fim de novembro do ano passado.

Os países ocidentais - União Europeia, Estados Unidos e Reino Unido - acreditam que Moscou quer invadir o território ucraniano para impedir que Kiev tente se filiar à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Os russos, por sua vez, dizem que estão trabalhando por sua segurança e estão enviando militares para pontos estratégicos da fronteira.

Assim como a Rússia, Belarus também faz fronteira com a Ucrânia e o governo de Aleksandr Lukashenko, acusado de ser o "último ditador europeu" por estar no poder desde 1994, é alvo de constantes sanções ocidentais.

Apesar de informar sobre os exercícios, não foi divulgado o total de soldados russos que farão parte do teste, o que pode aumentar ainda mais os temores de uma agressão militar.

O "Union Resolve" também ocorre em um momento que EUA e Rússia tentam realizar diálogos, que incluem a Otan e órgãos de segurança da UE, para evitar que a situação acabe em guerra.

Washington ainda não se pronunciou oficialmente sobre esses novos exercícios que devem, certamente, gerar novas críticas contra Moscou.

Nesta terça, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, se reuniu com sua homóloga da Alemanha, Annalena Baerbock, e afirmou que seu país agora "aguarda respostas" sobre o "tratado de paz" enviado aos norte-americanos.

O documento criado em dezembro tem nove pontos fundamentais para uma desaceleração da crise ucraniana e, um dos principais, é impedir que ex-repúblicas soviéticas se aliem à Otan.

O pedido foi considerado "impossível" tanto pela organização como pelos EUA, pois afeta diretamente à soberania das nações.

No entanto, houve abertura de diálogo em outras questões, que envolvem o deslocamento de armamentos - bélicos e nucleares.

Baerbock também informou que convidou a Otan e a Rússia para reuniões com os europeus, já que a União Europeia foi deliberadamente deixada de lado por Moscou por conta das constantes crises nas relações diplomáticas. Porém, os norte-americanos se comprometeram a compartilhar todas as informações com o bloco, que considera a questão fundamental para a sua segurança.

Blinken viaja para Ucrânia

Nesta terça, o secretário norte-americano de Estado, Antony Blinken, viaja para Kiev para demonstrar apoio ao governo de Volodymyr Zelensky - com quem se reúne nesta quarta-feira (19).

De lá, o representante de Joe Biden vai para Berlim, onde se reúne com ministros alemães, franceses e britânicos para debater a crise ucraniana. .
   

Ansa - Brasil   
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