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Tribunal russo prorroga detenção do repórter norte-americano Gershkovich

28 nov 2023 - 08h40
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Um tribunal russo informou nesta terça-feira que prorrogou a detenção de Evan Gershkovich, repórter do Wall Street Journal que aguarda julgamento por acusações de espionagem que ele nega, até 30 de janeiro de 2024.

Gershkovich, cidadão norte-americano, foi detido pelo Serviço Federal de Segurança (FSB) em 29 de março na cidade de Yekaterinburg, nos Urais, sob acusação de espionagem que pode levar a até 20 anos de prisão.

"O tribunal decidiu prorrogar o prazo de detenção de Gershkovich, acusado de um crime previsto no artigo 276 do Código Penal da Federação Russa, por até 10 meses, ou seja, até 30 de janeiro de 2024", informou o tribunal distrital de Lefortovo, em Moscou.

Gershkovich nega as acusações. Ele é o primeiro jornalista norte-americano a ser detido sob acusação de espionagem na Rússia desde a Guerra Fria.

A Rússia afirmou que Gershkovich foi pego "em flagrante", enquanto o FSB, principal sucessor da KGB da era soviética, disse que ele estava tentando obter segredos militares.

Wall Street Journal e Dow Jones afirmam que Gershkovich estava simplesmente fazendo seu trabalho na Rússia e negam as acusações de espionagem. Wall Street Journal e Dow Jones pediram várias vezes que a Rússia o libertasse, sem sucesso.

"Evan já está preso injustamente há quase 250 dias, e cada dia é um dia a mais", disse o Journal em um comunicado.

"As acusações contra ele são categoricamente falsas e sua prisão contínua é um ataque descarado e ultrajante à imprensa livre, que é fundamental para uma sociedade livre. Continuamos ao lado de Evan e pedimos sua libertação imediata."

Diplomatas afirmam que Gershkovich provavelmente foi detido como parte de um esforço russo mais amplo para criar um estoque de cidadãos norte-americanos presos que poderiam ser trocados por cidadãos russos - e espiões condenados - detidos no Ocidente.

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