Três tiros fatais deram fim ao drama de capitão seqüestrado
Três tiros, todos eles fatais, colocaram fim ao drama do capitão americano Richard Phillips, que estava sendo mantido refém de piratas somalis desde a última quarta-feira. Segundo informações da CNN, os disparos foram dados no escuro por três homens especialmente treinados pelas Forças de Operações Especiais da Marinha americana.
"Foram três tiros fenomenais, dados a mais de 23 metros de distância", disse Bill Gortney, uma autoridade da Marinha que está patrulhando a região. Segundo outro oficial ouvido pela rede americana, todos os tiros foram dados na cabeça. Gortney contou mais detalhes da operação que resgatou o capitão do Maersk Alabama ao programa American Morning.
De acordo com ele, quatro piratas estavam mantendo Phillips em um pequeno barco salva-vidas, que ficou sem combustível. "Um dos piratas deixou o barco e pulou em um de nossos botes porque precisava de cuidados médicos", disse Gortney. Diz a CNN que esse pirata teria sido atingido na mão por um tripulante do navio durante a primeira abordagem.
Quatro dias depois, ele aceitou cuidados médicos dos americanos e deixou seus três companheiros no pequeno barco. Nesse momento os atiradores entraram em ação. Os três estavam cansados, segundo Gortney. "O mar estava muito agitado. Eles aceitaram ser rebocados para águas mais calmas. Foi um momento tenso".
O capitão do navio USS Bainbridge, que havia tentado negociar a liberdade do capitão, conseguiu ver os três piratas que sobraram bem de perto. Um deles apontava um fuzil AK-47 para as costas do capitão. "Nós estávamos sempre preocupados com o perigo que ele estava correndo". Os piratas repetidamente ameaçavam o americano.
Ordens de Obama
Momentos antes, os atiradores das Forças Especiais da Marinha haviam chegado de pára-quedas ao deque do Bainbridge. Os militares tinham ordens do presidente Obama para usar força letal se o perigo fosse iminente. "Em determinado momento, quando os piratas estavam vulneráveis, uma brecha foi aberta", disse Gortney à CNN.
Dois dos piratas deixaram suas cabeças e ombros expostos, enquanto o terceiro ficou visível por uma janela da casa de comando do barco. "O comandante viu que o capitão estava correndo muito perigo por causa daquele AK-47, e então ordenou que os disparos fossem dados", contou Gortney. Era por volta das 19h12 (horário local) de domingo.
Minutos depois, a equipe de operações especiais foi até o barco, confirmou que os piratas estavam mortos e levou Phillips até uma embarcação da Marinha que estava perto. O quarto pirata foi detido. "Esses caras das Forças de Operações Especiais da Marinha são muito bem treinados e têm muita experiência", disse um ex-combatente à programa da CNN.