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Breve paralisação do governo dos EUA parece inevitável, apesar de acordo

30 jan 2026 - 18h13
(atualizado às 19h17)
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Uma breve paralisação do governo dos EUA parecia inevitável após a meia-noite desta sexta-feira, apesar dos planos do Senado de votar um acordo que manteria grande parte do governo em funcionamento.

O acordo financiaria ‌as operações do governo, desde as Forças Armadas até os programas de saúde. Mas também precisaria ser aprovado pela Câmara ‌dos Deputados, que não deve apreciar a medida antes de segunda-feira, na melhor das hipóteses.

Isso significa que é provável que haja uma breve paralisação.

Os democratas do Senado e o presidente Donald Trump chegaram a um acordo na quinta-feira que permitiria ao Congresso garantir que as operações do governo não fossem interrompidas enquanto negociavam novos limites para ‍a repressão de Trump à imigração ilegal.

O presidente da Câmara, Mike Johnson, disse no mesmo dia que seria difícil fazer com que os deputados voltassem a Washington para votar antes do prazo da meia-noite.

Qualquer paralisação resultante pode ser breve.

Parlamentares de ambos os partidos têm trabalhado para garantir que o debate sobre ‌a aplicação da lei de imigração não atrapalhe outras operações do governo. Isso é ‌um contraste marcante em relação ao outono passado, quando republicanos e democratas se mantiveram firmes em suas posições em uma disputa sobre saúde, provocando uma paralisação que durou um recorde de 43 dias e custou à economia dos EUA cerca de US$11 bilhões.

O acordo separaria o financiamento para o Departamento de Segurança Interna (DHS) do pacote de financiamento mais amplo, permitindo que os parlamentares aprovassem gastos para agências como o Pentágono e o Departamento do Trabalho enquanto consideram novas restrições aos agentes federais de imigração.

Os democratas do Senado, irritados com a morte de um segundo cidadão norte-americano por agentes de imigração em Minneapolis no fim de semana passado, ameaçaram suspender o pacote de financiamento em um esforço para forçar Trump a conter o DHS, que supervisiona a aplicação da lei federal de imigração.

Os democratas querem acabar com as patrulhas móveis, exigir que os agentes usem câmeras corporais e proibir que usem máscaras faciais. Eles também querem exigir que os agentes de imigração obtenham um mandado de busca de um juiz, em vez de suas próprias autoridades. Os republicanos dizem que estão abertos a algumas dessas ideias.

O financiamento do DHS seria prorrogado por duas semanas, dando tempo aos negociadores para chegarem ‌a um acordo sobre as táticas sobre a repressão à imigração.

A morte a tiros do enfermeiro Alex Pretti por agentes federais no sábado provocou indignação pública generalizada, levando o governo Trump a reduzir as operações na região. A morte de Pretti foi a segunda neste mês de um cidadão norte-americano sem antecedentes criminais envolvendo agentes de fiscalização da imigração.

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