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EUA têm protestos em todo o país contra o ICE em Minneapolis em meio a mensagens contraditórias de Trump

30 jan 2026 - 18h03
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Organizadores estudantis convocaram greves e protestos em todos os Estados Unidos nesta sexta-feira para exigir que os agentes federais de imigração se retirem de Minnesota, onde as mortes de dois cidadãos norte-americanos provocaram indignação pública.

O dia nacional de protestos, que viu estudantes e professores saindo das escolas do Arizona à Geórgia, ocorreu em meio a mensagens contraditórias do governo Trump sobre o futuro da Operação Metro Surge, que ‌enviou cerca de 3.000 agentes federais à área de Minneapolis em uma repressão à imigração.

Os disparos fatais de agentes federais contra os cidadãos Alex Pretti, no sábado, e Renee Good, em 7 de janeiro, em Minneapolis, durante ‌operações da Imigração e Alfândega, provocaram indignação pública e alimentaram a demanda por mais protestos.

Em um bairro de Minneapolis próximo aos locais onde Good e Pretti morreram, cerca de 50 professores e funcionários de escolas locais marcharam nesta sexta-feira, segurando cartazes contra o ICE, usando megafones e pedindo que os agentes federais de imigração deixem sua cidade.

Um professor, que pediu para não ser identificado, disse que eles estavam marchando "para enviar uma mensagem ao resto do país para se organizar e resistir, porque a invasão agressiva dos agentes federais pode se voltar para eles em seguida".

Os protestos se estenderam muito além de Minnesota.

"Sem trabalho. Sem escola. Sem compras. Parem de financiar ‍o ICE", dizia um slogan no site dos organizadores, nationalshutdown.org, que listava 250 locais para os protestos desta sexta-feira em 46 Estados e em grandes cidades como Nova York, Los Angeles, Chicago e Washington.

Na Geórgia, alunos de 90 escolas de ensino médio, de Atlanta a Savannah, planejaram sair das aulas nesta sexta-feira.

"Estamos dizendo que não haverá normalidade enquanto o ICE puder aterrorizar nossas comunidades", disse Claudia Andrade, organizadora dos direitos dos imigrantes do Partido pelo Socialismo e Libertação de Atlanta.

Em Aurora, Colorado, escolas públicas fecharam as portas nesta sexta-feira devido à grande ausência prevista de professores e ‌alunos. O subúrbio de Denver foi alvo de intensas batidas de imigração no ano passado, após o presidente Donald Trump acusar a área de ser ‌uma "zona de guerra" invadida por gangues venezuelanas.

E em Tucson, Arizona, pelo menos 20 escolas cancelaram as aulas em antecipação à ausência em massa de alunos e funcionários.

Enquanto isso, a reação contra a política de imigração ameaçou provocar uma paralisação parcial do governo dos EUA. Os democratas no Congresso anunciaram na semana passada que se recusavam a aprovar um pacote de gastos que incluía financiamento para o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês), que supervisiona o ICE.

Um acordo anunciado pelos democratas do Senado e pelo presidente Donald Trump na quinta-feira à noite permitiria ao Congresso aprovar o pacote de gastos que cobre uma ampla gama de operações governamentais, excluindo o DHS, enquanto negociam novos limites para a repressão à imigração.

Mas as chances de os parlamentares chegarem a um acordo imediato diminuíram nesta sexta-feira, com a oposição de alguns membros do Congresso. O financiamento expira à meia-noite.

Em outro desdobramento da política de imigração de Trump, o Departamento de Justiça prendeu o ex-âncora da CNN Don Lemon nesta sexta-feira e o acusou de violar a lei federal durante um protesto dentro de uma igreja em St. Paul, Minnesota, no início do mês.

Crítico frequente de Trump, Lemon afirmou que estava cobrindo o protesto como jornalista, não participando dele. Seu advogado, Abbe Lowell, chamou a prisão de "ataque sem precedentes à Primeira Emenda".

O Departamento de Justiça já havia acusado outras três pessoas em conexão com o protesto, mas um juiz rejeitou as tentativas anteriores da agência de acusar Lemon e vários outros, alegando falta de provas.

OPINIÃO PÚBLICA

Semanas de vídeos virais mostrando as táticas agressivas de agentes fortemente armados e mascarados nas ruas de Minneapolis, assim como os tiros contra Good e Pretti, levaram a aprovação pública da política de imigração de Trump ao nível mais baixo de seu segundo mandato, mostrou uma pesquisa recente da Reuters/Ipsos.

À medida que crescia a comoção sobre as operações do ICE, o chamado czar da fronteira de Trump, Tom Homan, foi enviado a Minneapolis após a morte de Pretti provocar protestos em todo o país.

Em suas primeiras declarações públicas na quinta-feira, Homan disse que os agentes voltariam a operações mais direcionadas, em vez das amplas varreduras nas ruas que levaram a confrontos caóticos com manifestantes, e sugeriu que o governo buscaria reduzir o número de agentes na cidade.

Os organizadores dos protestos desta sexta-feira ‌disseram que queriam aumentar a pressão sobre Trump para que ele cumpra suas palavras do início da semana, quando declarou sua intenção de "diminuir um pouco a tensão".

Mas Trump levantou dúvidas na quinta-feira quando disse a jornalistas que seu governo "de forma alguma" estava recuando em sua mobilização.

Em uma publicação em redes sociais tarde da noite, ele chamou Pretti de "agitador e, talvez, insurrecionista", em referência a um vídeo recém-descoberto que mostra Pretti tendo um confronto com outros agentes 11 dias antes de ser morto, no qual Pretti quebrou a luz traseira de um veículo com um chute.

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