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Timor Leste se tornará primeira nação com reciclagem total de plástico

17 mai 2019
13h14
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Numa região onde os mares estão cheios de lixo, o Timor Leste está prestes a se tornar o primeiro país do mundo a reciclar totalmente seus plásticos, após ter firmado parceria com pesquisadores australianos nesta sexta-feira para construir uma revolucionária usina de reciclagem.

Graças à usina de 40 milhões de dólares, nenhum plástico usado na nação sul-asiática se tornará lixo, mas transformado em novos produtos.

Díli disse ter assinado um memorando de entendimento com a australiana Mura Technology para criar uma entidade sem fins lucrativos chamada Respect que administrará a usina, que espera começar a operar até o final de 2020.

"Este é um país pequeno onde podemos tomar uma posição, tornando o país o primeiro a ser neutro em plásticos numa região onde há a maior poluição da vida marinha", disse Thomas Maschmeyer, co-inventor da tecnologia a ser usada na usina.

"O plástico - se você não usá-lo bem - é uma coisa terrível, (mas) se você usar bem, é uma coisa ótima", disse Maschmeyer à Thomson Reuters Foundation por telefone.

Em partes da Ásia, muitas economias e populações em rápido crescimento, somadas a litorais amplos e cidades densamente povoadas, encheram os mares de lixo e restos plásticos.

Os serviços e infraestruturas de coleta de lixo não têm conseguido acompanhar o ritmo do desenvolvimento acelerado.

Mais de 8 milhões de toneladas de plásticos são lançadas nos oceanos do mundo a cada ano, dizem cientistas - cerca de um caminhão por minuto. China, Indonésia, Vietnã, Filipinas e Tailândia são alguns dos maiores culpados, dizem especialistas.

Além do impacto disso na saúde humana e na vida selvagem, os 21 integrantes da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico disseram que a poluição custa cerca de 1,3 bilhão de dólares por ano às indústrias de turismo, pesca e remessas da região.

O empobrecido Timor Leste, com uma população de meros 1,3 milhão de habitantes, gera cerca de 70 toneladas de dejetos plásticos por dia, segundo dados do governo, a maior parte disso é coletado em praias e áreas urbanas e queimada ao ar livre.

Maschmeyer disse que a usina usará tecnologia química para transformar dejetos plásticos em líquido ou gás sem adicionar óleo mineral, o que nenhum tecnologia de reciclagem faz tão bem.

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