Testemunha viu gêmeas suíças desaparecidas a bordo de barco
As gêmeas suíças de seis anos desaparecidas desde 30 de janeiro estavam a bordo do barco no qual seu pai, que quatro dias depois se suicidou, havia embarcado rumo a Córsega, indicou a promotoria do caso nesta quarta-feira de Marselha, no sul francês. "Desde ontem (terça-feira) sabemos por passageiros do barco entre Marselha e Propriano (sul da Córsega) que o homem estava com as meninas a bordo", afirmou à imprensa o promotor Jacques Dallest.
Três passageiros do barco, entre estes a vizinha de camarote do pai e das duas meninas, prestaram testemunho ante a promotoria. "A vizinha de camarote explicou que ouviu choro de criança durante a noite e que dias depois viu (fotos) das meninas e reconheceu formalmente uma delas", explicou o promotor. Dallest afirmou que o pai e as gêmeas embarcaram no Scandola, da Companhia Meridional de Navegação (CMN).
A vizinha de camarote também indicou ter visto as duas meninas na área jogos infantis do barco. "Há inúmeras hipóteses: a mais triste e a mais trágica seria que ele acabou com a vida das meninas, que as matou durante a travessia entre Marselha e Propriano, ou depois", indicou Dallest.
Os investigadores perderam a pista das meninas depois desta viagem de barco, embora um "homem idoso" em Propriano tenha afirmado "ter visto de longe o homem e as duas meninas", apesar de não conseguir identificá-las. Segundo os primeiros elementos das investigações, o pai das meninas nunca chegou a ir a Córsega.
Uma vasta operação internacional, chamada 'Gemelle' (gêmeas, em italiano) levou os investigadores do sudoeste da Suíça a Apulia, na Itália, passando por Marselha e Córsega na França. As duas meninas foram sequestradas em 30 de janeiro por seu pai, que cometeu suicídio em 3 de fevereiro jogando-se sob um trem na estação de Cerinola (sul da Itália). As gêmeas viviam alternadamente com o pai e a mãe, que estavam separados.