Terremoto de 7,2 assusta moradores e é sentido em diferentes regiões do Peru
Terremoto de 7,2 no Peru atingiu a região de Ayacucho nesta quinta-feira (20) e foi percebido em cidades como Lima, Arequipa e Ica.
Um terremoto de magnitude 7,2 atingiu o sul do Peru nesta quinta-feira, com epicentro na região de Ayacucho e profundidade de 108 km. O abalo foi sentido em diversas cidades, incluindo Lima e Arequipa, levando moradores a deixarem suas casas por precaução. Apesar do susto e da intensidade do tremor, comum no país por sua localização no Círculo de Fogo do Pacífico, as primeiras avaliações das autoridades não registraram mortes confirmadas nem grandes danos estruturais generalizados.
Um terremoto de 7,2 no Peru provocou momentos de tensão entre moradores de diferentes partes do país nesta quinta-feira (20). O tremor teve origem na região de Ayacucho, no sul peruano, e foi registrado pelo Instituto Geofísico do Peru (IGP).
De acordo com as informações divulgadas pelo órgão, o ponto de origem do terremoto ficou aproximadamente 35 quilômetros ao norte de Coracora, na província de Parinacochas. A ocorrência foi registrada a 108 quilômetros abaixo da superfície.
A profundidade do fenômeno ajudou a explicar por que o abalo pôde ser percebido a centenas de quilômetros do ponto considerado como epicentro. Moradores de diferentes cidades relataram ter sentido o chão e estruturas de imóveis tremerem.
Até as primeiras atualizações das autoridades, não havia confirmação de mortes relacionadas ao terremoto. Equipes responsáveis pelo atendimento de emergência passaram a acompanhar a situação para identificar eventuais danos provocados pelo movimento.
Terremoto de 7,2 no Peru foi sentido em várias cidades
Embora Ayacucho esteja mais próxima da área onde o terremoto ocorreu, o impacto do tremor foi percebido em outras regiões do país.
Entre os locais onde houve relatos de percepção do abalo estão Arequipa, Ica, Abancay e Lima. A intensidade com que o fenômeno foi sentido variou de acordo com a distância em relação ao epicentro e com as características geológicas de cada região.
Em algumas localidades, o susto fez moradores deixarem temporariamente suas casas. A movimentação também chamou atenção nas redes sociais, onde pessoas compartilharam relatos sobre o momento em que perceberam o terremoto.
O chefe do Instituto Geofísico do Peru, Hernando Tavera, explicou que a profundidade do evento contribuiu para que as ondas sísmicas alcançassem áreas distantes. Mesmo com a magnitude elevada, a localização subterrânea do terremoto é um dos fatores considerados na avaliação de seus efeitos na superfície.
Autoridades acompanham possíveis danos
Após um terremoto de grande magnitude, uma das principais preocupações das equipes de emergência é verificar a existência de danos estruturais e ocorrências secundárias.
Além de imóveis, são avaliadas estradas, pontes, unidades de saúde, escolas e outras estruturas consideradas essenciais para a população. Em regiões montanhosas, também existe atenção para possíveis quedas de pedras e deslizamentos.
As primeiras avaliações não apontavam um cenário de grandes danos generalizados. Mesmo assim, as autoridades mantiveram o monitoramento das áreas próximas ao epicentro para identificar eventuais ocorrências que poderiam surgir posteriormente.
A situação pode mudar nas horas seguintes porque inspeções detalhadas costumam levar tempo, especialmente em localidades afastadas dos grandes centros urbanos.
Por que o Peru registra tantos terremotos?
A ocorrência não é considerada incomum do ponto de vista geológico. O Peru está situado em uma das áreas de maior atividade sísmica do planeta, no entorno do chamado Anel de Fogo do Pacífico.
A região concentra uma intensa movimentação de placas tectônicas. No litoral e no território peruano, a interação entre essas estruturas geológicas contribui para a ocorrência frequente de terremotos de diferentes magnitudes.
Por esse motivo, o país mantém sistemas específicos para acompanhar os movimentos do solo e divulgar informações à população. O Instituto Geofísico do Peru desempenha papel central nesse monitoramento.
Magnitude pode sofrer alterações após o primeiro registro
Outro ponto comum em terremotos é a possibilidade de diferenças entre os números divulgados inicialmente e aqueles apresentados posteriormente por diferentes centros de monitoramento.
Isso acontece porque a magnitude é calculada a partir de dados coletados por estações sísmicas e pode ser revisada à medida que novas informações são processadas.
No caso do tremor registrado nesta quinta-feira, o IGP informou magnitude 7,2. Outros sistemas internacionais de monitoramento apresentaram estimativas diferentes para o mesmo evento.
A diferença entre os números não significa necessariamente que um dos registros esteja incorreto. Os centros podem utilizar metodologias e conjuntos de dados distintos para calcular as características do terremoto.
Por enquanto, o principal foco das autoridades peruanas é verificar os efeitos provocados pelo abalo e identificar possíveis vítimas ou danos que ainda não tenham sido contabilizados.
O terremoto de 7,2 no Peru reforça ainda a importância dos sistemas de alerta e das orientações de segurança em um país acostumado a conviver com a atividade sísmica. Novas informações podem ser divulgadas pelas autoridades conforme as equipes concluam as inspeções nas áreas atingidas.
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