EUA estudam impor novas sanções contra Alexandre de Moraes, diz jornal
Ministro do STF já foi alvo da Lei Magnitsky há cerca de um ano
Em meio à deterioração das relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, o governo de Donald Trump estuda a possibilidade de implementar novas sanções contra Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
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Segundo o jornal Financial Times, a possibilidade foi levantada após Alexandre de Moraes autorizar buscas contra um ex-secretário do governo do Maranhão, apontado como fonte de um jornalista que publicou sobre o uso de carros oficiais pela família do ministro Flávio Dino.
Uma fonte que não quis se identificar disse ao jornal que a decisão de Moraes levantou um debate sobre a liberdade de imprensa no Brasil.
A nova decisão de Moraes dividiu o STF. O ministro justificou que as buscas contra o ex-secretário são necessárias porque as informações repassadas ao jornalista podem ter sido obtidas de forma ilegal.
Alexandre de Moraes já foi alvo de sanções dos Estados Unidos no passado. Em agosto do ano passado, o governo de Trump aplicou a Lei Magnitsky contra o juiz brasileiro.
Os EUA ainda avaliam a reimposição da Lei Magnitsky, mas ainda não é certo que o governo tomará essas medidas.
O ministro do STF, a esposa e uma empresa ligada à família ficaram sob a sanção da lei. Pessoas impactadas pela lei têm ativos nos EUA congelados e ficam impedidas de ter negócios com cidadãos e empresas dos EUA, como bandeiras de cartão de crédito.
As sanções contra Alexandre de Moraes foram de agosto a dezembro de 2025. Elas foram suspensas após conversas por telefone e uma reunião entre Lula e Donald Trump.
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