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Trump ameaça declarar Estreito de Ormuz como território dos EUA

Passagem marítima está no centro das negociações entre o país e o Irã

14 ago 2026 - 18h51
(atualizado às 18h54)
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (14) que pretende atingir o Irã "duramente" no plano econômico e declarou que o Estreito de Ormuz poderá ser, em breve, considerado território norte-americano.

Durante um evento no estado de Nova York, Trump disse que o Irã sofreu uma "derrota pesada" e que os Estados Unidos impuseram um bloqueio à passagem marítima.

"Depois de derrotar o Irã ? que está sofrendo uma derrota pesada ?, declararei muito em breve o Estreito de Ormuz território dos Estados Unidos", afirmou o presidente, acrescentando que "nenhum navio passa a menos que nós queiramos".

Trump também reiterou que os Estados Unidos não permitirão que Teerã desenvolva armas nucleares e enfatizou que as forças dos EUA ergueram uma "barreira de aço" na região. O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo e tem importância estratégica para o Irã. Após o ataque ao Irã lançado em conjunto com Israel em 28 de fevereiro, os Estados Unidos permanecem em um impasse com Teerã sobre o local. 

Embarcações no Estreito de Ormuz, Musandam, Omã
15 de maio de 2026
REUTERS
Embarcações no Estreito de Ormuz, Musandam, Omã 15 de maio de 2026 REUTERS
Foto: Reuters

Em termos territoriais, o Estreito de Ormuz é dividido entre Irã e Omã, mas o direito internacional permite a passagem de navios e aeronaves estrangeiros por ser uma rota de navegação internacional e não permite que os EUA simplesmente tomem posse.

Em outra declaração antes de participar do evento, Trump disse à Fox News que os Estados Unidos também pretendem exercer forte pressão econômica sobre o Irã.

Pronunciamento - Durante seu discurso, o republicano afirmou ainda que 2025 registrou "a maior redução da criminalidade violenta na história americana". Ele atribuiu a declaração a um novo Relatório Uniforme de Criminalidade divulgado pelo FBI.

Trump chegou ao palco sob aplausos e uma ovação de pé, ao som de "God Bless the USA", de Lee Greenwood. No evento, também estavam presentes integrantes republicanos do Congresso e o administrador do Condado de Nassau, Bruce Blakeman, candidato republicano a governador de Nova York.

Em outro trecho do discurso, o magnata classificou o comunismo como "a maior ameaça da história" aos Estados Unidos, dizendo que ele seria uma ameaça superior às duas guerras mundiais, ao ataque a Pearl Harbor e aos atentados de 11 de setembro. .

Ansa - Brasil
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