Menina de 4 anos morre na Itália com suspeita de difteria
Criança, que vivia em Palermo, não estava vacinada contra doença
Uma menina de 4 anos morreu em Palermo, na Itália, com suspeita de difteria, doença rara e potencialmente letal. Não vacinada por decisão dos pais, que temiam uma suposta ligação com o autismo, a criança foi inicialmente diagnosticada com amigdalite e faleceu após piora na UTI. O Ministério Público investiga o atendimento e a falta de imunização, que é obrigatória no país. Um primo infectado, mas vacinado, não corre risco grave, reforçando o apelo médico pela regularização vacinal.
Uma menina de 4 anos morreu nesta quinta-feira (20), em um hospital infantil de Palermo, na Itália, com suspeita de difteria. A doença infecciosa é rara no país, mas pode ser potencialmente letal.
O Ministério Público da cidade siciliana apreendeu o corpo da criança e determinou a realização de uma autópsia. As autoridades locais também investigarão por que a menina não havia recebido a vacinação obrigatória e se os procedimentos hospitalares foram seguidos corretamente.
A criança foi internada pela primeira vez na última quinta-feira, apresentando sintomas como febre, vômitos e falta de apetite. Após os exames iniciais solicitados pelos médicos, ela recebeu alta com diagnóstico de amigdalite. Os pais foram orientados a retornar imediatamente ao pronto-socorro caso o quadro apresentasse alguma piora.
Dois dias após a alta, no entanto, a menina continuava com temperatura elevada, apesar da medicação. Ela voltou ao hospital e, após o agravamento do quadro clínico, foi transferida para a unidade de terapia intensiva pediátrica, onde morreu.
Segundo as primeiras informações, os pais da criança teriam se recusado a vaciná-la contra a difteria por acreditarem que um caso de autismo na família havia sido causado por uma vacinação.
A pediatra que acompanhava a menina suspeitou da doença diante dos sintomas apresentados e insistiu para que os pais a levassem ao hospital. Como a criança nunca havia sido examinada anteriormente por um profissional de saúde, a médica não tinha informações sobre a situação vacinal da paciente.
"A vacinação contra a difteria é obrigatória e gratuita para menores de 0 a 16 anos. Portanto, insto as famílias de crianças não vacinadas, ou com o esquema vacinal incompleto, a regularizarem a situação com urgência. A vacinação é uma ferramenta fundamental para proteger tanto a criança individualmente quanto a comunidade", afirmou a especialista.
Um primo de 4 anos da menina também apresentou sintomas semelhantes e está internado em Palermo, mas não corre risco grave. O menino recebeu as três primeiras doses da vacina contra a doença. .
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