Script = https://s1.trrsf.com/update-1786557910/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Mundo

Publicidade

Candidata à chefia da ONU promete foco na prevenção de conflitos e na renovação da entidade

20 ago 2026 - 16h46
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
A diplomata equatoriana Ivonne Baki entrou na disputa para suceder António Guterres na chefia da ONU. Baseada em sua vivência na guerra civil libanesa, ela propõe priorizar a prevenção de conflitos, diplomacia direta e a reforma do Conselho de Segurança. A sucessão ocorre em meio a pressões por renovação na entidade, com forte expectativa para que o cargo seja ocupado pela primeira vez por uma mulher, em momento favorável para a América Latina.

A diplomata equatoriana Ivonne Baki, uma das oito ‌candidatas na disputa para se tornar a próxima chefe das Nações Unidas, recorreu nesta quinta-feira à sua experiência na guerra civil no Líbano ao prometer que, uma vez no cargo, vai se concentrar na prevenção de conflitos.

Filha de imigrantes libaneses, Baki, que nasceu no Equador e viveu no Líbano durante a guerra civil de 1975 a 1990, também se comprometeu a ⁠liderar uma "renovação" das Nações Unidas.

"Há mais de 40 anos, em um porão em Beirute, onde morei ‌durante toda a guerra, segurei meus três filhos nos braços enquanto bombas caíam ao nosso redor. Naquele momento, fiz uma promessa de que, se eles fossem poupados, dedicaria minha ‌vida à paz. Tenho cumprido essa promessa desde então", disse ‌ela em um diálogo informal com países membros da ONU e grupos da ⁠sociedade civil para avaliar os candidatos que disputam a sucessão de António Guterres.

Guterres deixa o cargo no final do ano, após dois mandatos de cinco anos como secretário-geral da organização.

Seu sucessor assumirá o posto em meio à pressão por reformas da Organização das Nações Unidas, que, segundo críticos, tornou-se inchada e onerosa. O Conselho de Segurança da ONU, composto por 15 membros, ‌deve realizar uma segunda votação informal sobre os candidatos nesta sexta-feira.

Baki afirmou que a ONU deve ‌priorizar a prevenção de conflitos ⁠e se comprometeu a ⁠empregar sua diplomacia pessoal neste fim.

"Estarei no terreno, não apenas atrás de uma mesa em Nova York... em ⁠zonas de guerra, em áreas de tensão, dialogando ‌diretamente com todas as partes ‌para impedir que os conflitos eclodam", disse Baki, que tem 75 anos e é a segunda mais velha entre os candidatos.

Baki também se comprometeu a trabalhar para tornar o Conselho de Segurança mais representativo, afirmando que ele permaneceu "congelado nos cenários geopolíticos" do fim ⁠da Segunda Guerra Mundial.

Uma primeira sondagem informal no final de julho mostrou Rebeca Grynspan, da Costa Rica, como líder por uma pequena margem, seguida por Carolyn Rodrigues-Birkett, da Guiana, e Rafael Grossi, da Argentina.

Baki só foi indicada nesta semana, por isso não foi incluída na sondagem. Ela é a segunda candidata do Equador.

Outros ‌candidatos ainda podem entrar na disputa, e as pesquisas podem se estender até outubro ou além dessa data.

PODER DE VETO

É fundamental evitar um veto por parte de qualquer um dos ⁠cinco membros permanentes do Conselho de Segurança -- China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos --, e esses países têm visões de mundo amplamente divergentes.

Baki, que já atuou como ministra do governo equatoriano e como embaixadora na França, no Catar e nos Estados Unidos, já havia declarado a uma rádio equatoriana que sua candidatura conta com o apoio dos EUA e reconheceu publicamente sua amizade com o presidente Donald Trump e com o ex-presidente Bill Clinton.

Os Estados Unidos não se pronunciaram sobre essas declarações.

Os outros candidatos são a ex-presidente chilena Michelle Bachelet, a ex-ministra das Relações Exteriores do Equador Maria Fernanda Espinosa, o ex-presidente senegalês Macky Sall e o diplomata ugandense Olara Otunnu.

Por tradição, o cargo é alternado entre as regiões, sendo a América Latina considerada a próxima na fila, e tem havido apoio para que uma mulher assuma o cargo pela primeira vez.

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra