Temporada de caça na Europa causa morte de mais de 500 baleias e golfinhos
Em diversas imagens é possível ver praias tingidas pelo sangue dos cetáceos, que sempre ganha força depois das últimas caçadas
A temporada de caça começou em Ilhas Faroé e o número de mortes de baleias e golfinhos já está em 500. Isso já virou uma tradição no país, visto que todos os anos o arquipélago é lembrado pela matança de baleias-piloto.
A caçada é conhecida na região como 'grind' e começou em maio deste ano. Os números são oficiais do governo autônomo do arquipélago, que faz parte do território da Dinamarca.
Em diversas imagens é possível ver praias tingidas pelo sangue dos cetáceos, que sempre ganha força depois das últimas caçadas.
Ambientalistas e defensores da causa animal têm se pronunciado fortemente contra a matança e alguns movimentos na região tentam impedir as mortes. No entanto, o governo dinamarquês e também o das Ilhas Faroe, por enquanto, não tomaram medidas para impedir a caçada.
No país, o discurso oficial é de que a caça é regulamentada e, por isso, sustentável, o que causa ainda mais a ira dos protestantes.
O número de mortes registradas este ano se aproxima da cota anual determinada pelo país como um limite para a caça, que é de 500 animais. Segundo as autoridades, o número está condizente com a necessidade da população, que está na casa de 55 mil habitantes do arquipélago.
TRADIÇÃO SANGRENTA
Pescadores das Ilhas Faroe mataram mais de 500 golfinhos desde que a polêmica tradição de caça foi retomada em maio deste ano.
Na prática, conhecida como "grindadrap" ou "grind", os pescadores cercam baleias-piloto e os golfinhos e matam os bichos a facadas. pic.twitter.com/NupKJ5ZMUX
— BT Mais (@belemtransito) June 15, 2023
Algumas fontes não-oficiais denunciam que a matança é ainda maior. A Ocean Care, entidade ambiental voltada à preservação nos mares e rios, acredita que foram mortas 444 baleias-piloto: 226 em Vestmanna e 178 em Leynar, ambas as localidades situadas na ilha de Streymoy, como publicado em nota.
“A OceanCare condena veementemente essas matanças devastadoras e continua trabalhando para acabar com essas caçadas desnecessárias, antiéticas e cruéis”, informou a entidade em um comunicado.