Tajani destaca papel da América Latina para meta de exportações da Itália
Vice-premiê elogiou 'relações positivas' de Roma com a região
O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, afirmou nesta segunda-feira (27) que a América Latina desempenha um papel estratégico para o crescimento das exportações italianas.
Em declaração à margem do Fórum Econômico Itália, Europa e América Latina, realizado em Prato, na região da Toscana, o chanceler destacou que Roma segue trabalhando para atingir uma meta de 700 bilhões de euros em exportações por ano até o fim de 2027.
"O objetivo do fórum é desenvolver as relações com a América Latina, especialmente após a guerra [no Oriente Médio]", afirmou Tajani, acrescentando que "as exportações representam uma força motriz fundamental" para a economia da Itália, apesar das tarifas e dos conflitos.
Segundo o vice-premiê, a administração de Giorgia Meloni está convencida de que as exportações "podem crescer ainda mais, considerando os dados dos últimos meses". "Portanto, continuamos trabalhando para atingir a meta de 700 bilhões de euros em exportações até o final de 2027", declarou.
O ministro destacou que o diálogo internacional tem avançado de forma positiva, com a construção de "acordos e concessões justas", inclusive por parte da Europa.
"As relações também são muito positivas no nível cultural. Todos os acordos que firmamos visam fomentar a colaboração, e os setores prioritários são muitos, da infraestrutura à energia, do agronegócio ao turismo. Em todas essas áreas, a Itália pode oferecer expertise e capacidade industrial de alto nível", disse.
Tajani anunciou ainda a organização de uma série de eventos para promover as exportações e a presença de empresas italianas no exterior. Ele também ressaltou que o governo pretende intensificar a diplomacia jurídica, colaborando com países latino-americanos no combate ao crime organizado e ao narcotráfico.
Por sua vez, o secretário-geral da Organização Ítalo-Latino-Americana (IILA), Giorgio Silli, enfatizou que a América Latina "mudou drasticamente nos últimos 20 anos" e "pode ser um mercado enorme, um espaço para internacionalizar e produzir, além de potencial investidor" na Itália.
"Não devemos pensar em agir isoladamente no processo de internacionalização, pois a República Italiana oferece ferramentas eficazes que precisam ser utilizadas", explicou.
Por fim, Silli destacou que, em conjunto com a Direção-Geral de Desenvolvimento Econômico do Ministério das Relações Exteriores e com a União Europeia, está "mobilizando recursos para um grande projeto de cooperação econômica", com o objetivo de criar um ambiente favorável para que jovens empreendedores latino-americanos e italianos avancem na formação de joint ventures.
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