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Desgastada por Trump, Otan avalia encerrar prática de cúpulas anuais

27 abr 2026 - 14h35
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A Otan avalia encerrar sua prática recente de realizar cúpulas anuais, disseram seis fontes à Reuters, medida com o condão de evitar um encontro potencialmente tenso com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em seu último ⁠ano no cargo.

O governo de Trump tem se envolvido repetidamente ‌em críticas mordazes a muitos dos outros 31 membros da aliança de defesa liderada pelos EUA, recentemente repreendendo alguns ‌deles por não fornecerem mais assistência ‌às operações militares dos Estados Unidos contra o Irã.

A ⁠frequência das cúpulas da Otan tem variado ao longo dos 77 anos de história da aliança, mas desde 2021 seus líderes têm se encontrado todos os verões (do hemisfério norte) e se reunirão neste ano na capital turca, Ancara, nos dias 7 ‌e 8 de julho. Alguns membros, no entanto, pressionam pela ‌diminuição do ritmo, disseram ⁠à Reuters ⁠uma autoridade europeia de alto escalão e cinco diplomatas, todos de países ⁠membros da Otan.

Um diplomata ‌afirmou que a cúpula ‌de 2027, a ser realizada na Albânia, deve ocorrer, mas a Otan considera não realizar o encontro em 2028 -- ano da eleição presidencial dos EUA e o último ⁠ano completo de Trump no cargo.

Outra fonte disse que alguns países defendem a realização de cúpulas a cada dois anos, acrescentando que ainda não foi tomada qualquer decisão e que o secretário-geral Mark Rutte ‌terá a palavra final.

Em resposta à Reuters, uma autoridade da Otan afirmou que "a Otan continuará a realizar reuniões regulares de ⁠chefes de Estado e de governo e, entre as cúpulas, os aliados da Otan continuarão a consultar, planejar e tomar decisões sobre nossa segurança compartilhada".

Duas das fontes mencionaram Trump como um fator, mas várias disseram que há considerações mais amplas em jogo.

Diplomatas e analistas já vinham argumentando que cúpulas anuais criam pressão por resultados chamativos, o que acaba desviando o foco do planejamento de longo prazo.

"É melhor ter menos cúpulas do que cúpulas ruins", disse um diplomata. "De qualquer forma, temos muito trabalho pela frente; sabemos o que precisa ser feito."

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