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Suspeitos trocam acusações por queda de teleférico na Itália

Acidente no último domingo (23) matou 14 pessoas

29 mai 2021 - 13h26
(atualizado às 13h38)
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Os três suspeitos presos após o acidente que matou 14 pessoas em um teleférico no Piemonte, norte da Itália, compareceram neste sábado (29) perante uma juíza na penitenciária de Verbania e trocaram acusações sobre a culpa pela tragédia.

Manifestante pede prisão perpétua para suspeitos caso eles sejam declarados culpados
Manifestante pede prisão perpétua para suspeitos caso eles sejam declarados culpados
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Gabriele Tadini, chefe de serviço do teleférico de Stresa-Mottarone, Enrico Perocchi, diretor da estrutura, e Luigi Nerini, gestor da empresa Ferrovie del Mottarone, foram detidos na última quarta, três dias após o acidente.

A hipótese do Ministério Público é de que os três suspeitos ativaram um equipamento que impedia o acionamento dos freios de emergência do teleférico, com o objetivo de evitar o fechamento da via para manutenção.

Em seu primeiro depoimento aos investigadores, Tadini confessou ter deixado uma espécie de "garfo" que bloqueava os freios de emergência, ação que, segundo ele, contava com a anuência de Nerini e Perocchi.

O teor do depoimento foi confirmado por Tadini perante a juíza de inquérito preliminar Donatella Banci Buonamici neste sábado, e o chefe de serviço ainda disse que os "garfos" haviam sido deixados no sistema de freios emergenciais em outras ocasiões para evitar o bloqueio do teleférico, sempre com a concordância dos outros dois suspeitos.

Devido à presença desses "garfos", os freios de emergência não foram acionados quando o cabo de tração do teleférico se rompeu. "Carregarei esse peso por toda a minha vida, estou destruído porque morreram vítimas inocentes", disse Tadini, segundo seu advogado, Marcello Perillo.

"Não sou um delinquente. Nunca teria deixado as pessoas subirem se pensasse que o cabo poderia se romper", acrescentou o suspeito.

A versão de Tadini, no entanto, foi rebatida por Perocchi em seu depoimento. "A decisão de usar os garfos foi uma escolha perversa de Tadini", declarou o diretor do teleférico, de acordo com o advogado Andrea Da Prato. Segundo Perocchi, ele não sabia do uso dos garfos que bloqueavam os freios de emergência.

Nerini, por sua vez, foi o último a depor e disse que a segurança do teleférico era responsabilidade dos outros dois. "Por lei, Tadini e Perocchi tinham que se ocupar disso", declarou o administrador da linha, acrescentando que a ele cabiam os aspectos "de negócios" da empresa.

"Eu não tinha nenhum interesse em não fazer a manutenção do teleférico", ressaltou Nerini.

O Ministério Público também apura os motivos que provocaram o rompimento do cabo de tração, o que fez a cabine recuar em alta velocidade e se chocar contra um pilar da estrutura, caindo em seguida de uma altura de 20 metros e deslizando montanha abaixo até parar em um bosque.

Dos 15 passageiros a bordo, apenas um sobreviveu, o menino Eitan, de cinco anos de idade e que ainda está internado em um hospital de Turim. O garoto perdeu os pais, um irmão e os bisavós maternos na tragédia.

Ansa - Brasil
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