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EUA dizem à Europa e ao Canadá que aumentem forças aéreas e navais da Otan enquanto Washington recua

3 jun 2026 - 21h02
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Os Estados Unidos ‌esperam que os aliados europeus da Otan e o Canadá aumentem rapidamente o número de aeronaves e navios tripulados e não tripulados que contribuem para os planos de defesa da aliança à medida que Washington recua nessas áreas, disse um importante general ⁠norte-americano nesta quarta-feira.

A declaração do general da Força Aérea dos EUA ‌Alexus Grynkewich, principal comandante da Otan e chefe das forças dos EUA na Europa, foi feita após uma decisão do ‌governo Trump de reduzir o conjunto de ‌capacidades militares dos EUA disponíveis para a Otan em ⁠uma crise.

O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou repetidamente a Otan e disse aos seus membros europeus que eles terão que assumir a responsabilidade primária pela defesa convencional do continente.

No mês passado, os EUA comunicaram aos aliados sua decisão de reduzir a ‌contribuição para uma estrutura conhecida como Modelo de Força da Otan, ‌que inclui um conjunto ⁠de forças ⁠que podem ser ativadas durante uma crise.

Os EUA não divulgaram publicamente os detalhes ⁠das reduções previstas. Mas ‌elas incluem cortes em uma ‌ampla gama de capacidades, incluindo aeronaves de reabastecimento, caças, drones e navios da marinha, de acordo com números fornecidos à Reuters por uma fonte militar.

A fonte relatou,  sob condição de ⁠anonimato, que os EUA não especificaram quando os recursos vão deixar de estar disponíveis para a Otan.

Mas a declaração de Grynkewich, emitida após uma reunião de planejadores militares da Otan nesta quarta-feira, foi a primeira ‌indicação pública de quais áreas os EUA planejam cortar primeiro e onde esperam que os aliados intervenham.

Aeronaves tripuladas e não tripuladas ⁠e embarcações navais são duas áreas em que o Canadá e os aliados europeus "podem intervir agora e no curto prazo -- à medida que os Estados Unidos reduzem as forças 'originárias' do Modelo de Força da Otan na Europa e as reorientam para outros lugares", disse ele.

"Tem havido uma codependência doentia no Modelo de Força da Otan em relação às forças dos EUA", disse Grynkewich em uma declaração por escrito. "O presidente Trump, o secretário (de Defesa) (Pete) Hegseth e outros deixaram claro que isso precisa mudar, e vai mudar. A realidade potencial do conflito simultâneo em vários teatros exige isso."

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